Do apartamento para uma casa: o que mudou?

Se for contar quantas vezes me mudei, dá para contar nos dedos de uma só mão e ainda sobra. Morei em quatro lugares diferentes, primeiro na casa dos meus pais, depois no sítio dos meus avôs paternos, depois precisei ficar por alguns meses na casa dos meus avôs maternos por conta das minhas aulas, já que no sítio precisava pegar rodovia todos os dias para ir para a escola, depois de cinco anos, meus pais voltaram a morar na cidade na casa que cresci, e voltei a morar com eles. Depois disso, me casei e fui morar em um apartamento, onde fiquei por seis anos. Engraçado como as coisas são. Lembro que caminhava com meu marido e sempre dizia que quando fizesse dezoito anos iria morar no apartamento em que fomos morar, sem imaginar que isso realmente aconteceria.

Apesar de ser uma vontade minha querer mudar para um apartamento, eu nunca tinha tido a experiência de morar em um. Então, tudo foi uma novidade. Morávamos em um apartamento grande, então, a única diferença a princípio que percebi foi não ter uma área e ter que subir as escadas. Depois de um tempo morando em apartamento, criei a seguinte visão sobre ele: apartamento é bom, se você vive em casal e é jovem. Onde morávamos não tinha elevador e no condomínio não tinha nada. Ou seja, para viver ali com um filho, por exemplo, era um pouco difícil. Outro ponto é que para receber visitas, ficava super limitado.

Isso no começo não atrapalhou em nada. Afinal, meu marido trabalhava o dia todo, eu também estudava dois períodos, quase não recebíamos visitas. No entanto, depois de um tempo, isso mudou. Os dois começaram a trabalhar com home office em casa, toda hora precisávamos sair de casa, o Bart em um apartamento ficava cheio de energia e nem sempre tínhamos disposição para sair para passear com ele. Sabe quando as pequenas coisas que antes não incomodavam, se tornaram um incômodo gigante? Foi isso que aconteceu, chegou uma hora em que começamos a nos sentir como se não fizéssemos parte dali.

Quando isso começou acontecer, buscamos formas de sair dali e ir para uma casa nossa e não entrar em outro aluguel. Foi quando surgiu uma oportunidade e nos mudamos para uma casa (contarei mais em outro post). Após seis anos dentro de um apartamento, havia até me esquecido do quanto morar em casa é libertador. Tudo ficou mais simples, por não ter escadas, para sair de casa é muuuito mais fácil e menos cansativo. Em questão do Bart, também mudou muito, por ele ter espaço para andar, ele ficou mais feliz e consegue soltar a energia, coisa que antes ele não conseguia. Acredito que o único ponto negativo que encontrei até agora, foi a segurança, na casa você acaba ficando mais vulnerável. No entanto, por morar em uma cidade bem pequena, não tem tanto perigo.

Acredito que cada pessoa tem o seu próprio lugar. Uma hora nos encaixamos em um. Mas, isso não quer dizer que ficaremos ali para sempre. É preciso buscar novos horizontes, principalmente, um horizonte só seu. Foi assim com a gente. Que aqui sejamos tão felizes como fomos lá!

Espero muito que vocês gostem, um super beijo e até o próximo post!

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