Aos trancos e barrancos, seguimos em frente. Mas não dá mesma forma!

É difícil classificar o por quê. É difícil nomear os nossos abismos. É difícil entender que tudo ao nosso redor, por mais singelo, labiríntico ou complexo que seja, é o que faz a nossa existência ser como é, e ela não poderia ser melhor ou diferente disso. Tudo bem reclamar do nosso emprego, desde que a gente não se esqueça que por pior que ele seja, é com ele que conseguimos nos amparar. Tudo bem reclamar do nosso marido e querer que ele seja diferente, desde que a gente não se esqueça que mesmo com tantas falhas é ele que se mantém conosco independente do que aconteça. Tudo bem reclamar da rotina, das brigas desnecessárias, do pouco tempo livre ou por estar cansada. Podemos reclamar de mil e uma coisas, desde que a gente não se esqueça que são elas que desenham cada traço da nossa vida. Se elas não existissem, também não existiríamos. Você não é a única pessoa em busca de respostas, também não é a única a querer que as coisas fossem diferentes. Estamos todos no mesmo barco, velejando pelo mesmo universo, compartilhando das mesmas lutas, das mesmas dores, das mesmas dificuldades.

seja forte

Cedo ou tarde, chegaremos em um estágio da nossa vida onde deixaremos de nos importar com os motivos, com os por quês ou com as causas e só iremos querer entender a resultância daquilo tudo. Nada é em vão. Tudo acontece por um motivo. Por vezes, ficam lições, puxões de orelhas, em outras, quebramos a cara e passamos por mudanças que nem sempre são fáceis, também existem aquelas situações que nos desmoronam, exigindo que a gente se reconstrua, pouco a pouco, e assim vivemos, dia após dia. Lutas existem, na minha vida, na sua e, depois delas, não somos mais as mesmas pessoas (ainda bem!).

Em cada fase da nossa vida, uma nova dificuldade. Pequena ou grande, não importa. Todas elas impactam nossa vida como a colisão de um objeto celeste impacta a terra. Na escola, lidamos com os grupinhos, fofocas e julgamentos alheios. Na adolescência, entramos em conflito com nós mesmos, com os nossos pais, com a pressão de precisar saber o que quer assim que o colegial termina. É como se o mundo se virasse contra nós (ou nós contra ele). Já na vida adulta, é a vida que cobra de nós, literalmente. Além dos boletos que não param de chegar, também existe a necessidade de ter um emprego, de lidar com uma casa, com uma rotina turbulenta, de se formar na faculdade, de saber se virar, de ser boa mãe, boa filha, boa funcionária. Precisamos ser tantas coisas. Precisamos ser tão fortes para conseguir lidar com tudo.

tudo passa

Não importa qual foi o vendaval que passou na sua vida hoje, ele não fará parte do seu amanhã. O que aconteceu ficará no passado assim que o amanhã chegar. O sol vai nascer e vai te mostrar que mesmo que a luta tenha sido árdua, ela não é o fim, é apenas um recomeço. Não importa o tamanho do acontecido, do estrago ou da chateação, somos fortes o suficiente para enfrentar as batalhas que a vida nos coloca. É fato que depois delas, não seremos mais as mesmas pessoas, e isso não é algo ruim. Há cada batalha, uma nova força, uma nova lição, a chance de não cometer os mesmos erros. Uma hora, tudo chega ao fim. Nenhuma confusão é eterna. Tudo se resolve. Tudo se encaixa. O amanhã apenas precisa chegar e ele está logo ali, carregando tudo o que você precisa para seguir em frente.

Espero muito que vocês gostem, um super beijo e até o próximo post!

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