Não importa se já te fez bem: se te faz mal, não te faz mais bem

Eu não sei exatamente em qual momento deixamos de ser tudo aquilo que devaneamos quando éramos crianças. Tudo bem não virar astronauta ou cientista, mas esquecer o riso leve, a alma livre, a ousadia de não depender de ninguém para ser feliz é algo que não deveríamos aceitar. Tudo bem ser apenas mais um que seguiu um rumo na vida na imensidão desse universo. Tudo bem ser mais um que conheceu outras pessoas, que mudou de rota, que mudou seu ponto de vista. Tudo bem olhar para trás e se perguntar onde foi parar tudo aquilo que um dia já foi motivo do seu riso. Se vasculharmos a nossa bagagem encontraremos muitas coisas que foram perdidas, muita coisa que já significou, mas que hoje nada mais significa. Aprendemos, assim, que tudo vem na hora certa e sempre será o que tiver que ser. E por mais, que tudo fique marcado para sempre em nossa bagagem, nem sempre o que já nos fez bem no passado, nos fará bem agora também.

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Certas pessoas não pedem licença para entrar em nossa vida e também não pedem para sair. Certas coisas não pedem licença para acontecer. Se não prestarmos atenção nesse vai e vem de sentimentos, ninguém mais fará isso por nós. Vivemos em constante mudança e é importante que nossa vida esteja sempre livre daquilo que não acrescenta, que não condiz com quem a gente é ou com o que estamos vivendo naquele momento, para que haja sempre espaços para que o novo chegue e fique. Não somos os mesmos de ontem. Nem tudo aquilo que nos fazia bem ainda nos deixa felizes. Nem tudo que está presente em nossa vida precisa ficar.

Às vezes, a gente só precisa que a vida nos vire do avesso para descobrir que, na verdade, o avesso é o nosso lado certo e que nele muita coisa que faz parte da nossa vida hoje, não existe. Nem sempre é fácil descobrir que aquilo que achávamos tão perfeito, nunca serviu para nós, que uma pessoa que já nos fez, hoje não faz mais, que o emprego que tanto almejávamos, na verdade, não é tudo aquilo que pensávamos. Mas, é nesse momento de descoberta, que percebemos que quanto mais insistimos no que não deveria ficar, mais a gente afasta o que realmente deveria ficar.

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É no avesso que você pode encontrar o ponto certo, a cor mais viva, a possibilidade nova. É no avesso que você adquirir um olhar novo para a vida, descobrindo que dá para ser feliz à sua maneira, às vezes, perdendo o telhado, mas ganhando as estrelas. É no avesso que conseguimos enxergar o que já deixou de nos fazer bem e quem já não faz mais falta. É nele que saberemos que muitas coisas não darão certo, mas que ao estar conectado com aquilo que realmente agrega nossa vida, seremos menos feridos e juntaremos forças mais rapidamente para reerguer e recomeçar. Quantas vezes forem necessárias.

Espero muito que vocês gostem, um super beijo e até o próximo post!

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