Nada que você faça será bom para muitas pessoas, mas o que isso importa?

Talvez você seja uma boa namorada, mas não para ele. Talvez você seja uma boa amiga, uma boa filha, uma boa neta, quem é que sabe? Talvez na cabeça da sua amiga, da sua mãe ou do seu namorado você não seja. Somos distintos uns dos outros, naturalmente, a visão que temos das coisas não é a mesma. Suponha-se que você brigou com seu namorado e sua vizinha ouviu e veio te perguntar se estava tudo bem, talvez na cabeça dela, ela estava preocupada e queria saber se poderia ajudar em algo, mas na sua, você imaginou que ela foi perguntar apenas para saber e fofocar sobre o que aconteceu. Às vezes, na intenção de fazer algo bom, acabamos fazendo ao contrário e, entender que isso pode acontecer é essencial para não se magoar, não se estressar, nem amarrar a nossa existência, porque nada que a gente faça será bom para muitas pessoas. Mas, afinal o que isso importa?

É na tentativa de sempre acertar que a gente erra. Essa vontade de agir certo, falar apenas coisas certas, nunca falhar é apenas uma forma vaga de sermos sempre aceitos. Afinal de contas, quem pode apontar o dedo e julgar quem sempre está certo? Ironicamente, pensando se o que fazemos será bom, para registrar esse compromisso constante com os outros, o que realmente conseguimos é diminuir nossa autoestima, ocultar quem somos e afogar nossas ilusões. Dizer sim para tudo, nunca dizer o que você realmente pensa, estar sempre se moldando para fazer parte daquele universo são coisas que fazem as pessoas se aproveitarem de você. Se antes de você fazer algo, você pensa se aquilo será bom ou não aos olhos dos outros, reflita sobre isso.

Quando pensamos se aquilo será bom ou não aos olhos dos outros, caímos na obsessão de cumprir tudo o que nossos familiares, amigos, parceiros ou chefes esperam. Nem todos entendem a reciprocidade ou valorizam nossos esforços, mas mesmo assim continuamos a investir neles. Pior é que isso não se deve apenas àquelas pessoas que nos exigem, que exigem perfeição ou envenenam favores, nossas crenças também pode nos causar isso. Uma crença irracional comum é pensar que a aprovação do outro é vital para a nossa vida e que aquilo nos valida como pessoa. É possível que a gente tenha aprendido isso quando criança. No entanto, crescer, amadurecer e evoluir está mais perto de si mesmo para descobrir que a única pessoa que nunca devemos decepcionar é a nossa.

paisagem parque pessoas

O que você faz, que faz feliz. Quando você tem a coragem de deixar de lado o altruísmo, surge aquele ser autêntico que todos nós temos dentro. Tudo bem pensar nos outros antes de tomar uma atitude, ninguém quer magoar ninguém, no entanto, quando você se abdica de você para viver em torno do que os outros esperam, você esquece quem você realmente é e passa a viver uma vida que os outros querem que você viva, seja para agradá-los, ou apenas porque te querem ali, pronto para atender qualquer pedido. O primeiro passo para parar de alimentar essa abnegação em relação aos outros é nos encontrarmos novamente. O segundo é lembrar da seguinte regra: ouse dizer ”SIM” sem medo e ”NÃO” sem culpa. No começo, isso nos custará. Os atos reflexos não desaparecem assim. Entretanto, tenha em mente este simples conselho: deixe passar alguns minutos entre o pedido e sua resposta, e certifique-se de que isso o deixa feliz.

Espero muito que vocês gostem, um super beijo e até o próximo post!

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