No face a gente deixa de seguir, já na vida a gente deixa de se importar

De tempos em tempos, precisamos mudar os móveis de lugar, trocar os tapetes, pintar as paredes de uma cor diferente. De tempos em tempos, precisamos rasgar alguns papéis, liberar espaço nas gavetas, excluir algumas pessoas das redes sociais e da vida, desapegar daquilo que deixou de ter significado. A vida precisa de faxina. E isso inclui fechar algumas portas e dar fim a algumas histórias. Nem tudo cabe em nossa nova etapa da vida, e temos que ser corajosos para abrir mão daquilo que um dia teve significado e que hoje já não tem mais. Nem sempre é fácil encerrar um capítulo. Porém, às vezes o capítulo já se encerrou faz tempo, só a gente não percebeu.

Se você não se reconhece, precisa parar para pensar. O quanto antes. Precisa analisar em que esquina da vida começou a deixar pedaços de si pelo caminho. Por qual razão parou de acreditar, veementemente, no quanto você pode ir além. Uma hora a gente cansa e precisa se refazer. Uma hora a gente percebe que só seremos felizes quando soubermos a hora de entrar e de sair da vida de alguém. Há certos amores que não florescem, algumas pessoas simplesmente não terão lugar para tudo o que queremos ser, nem todos os espaços comportam o que somos e temos. Algumas pessoas não valem nosso esforço. E insistir em manter um laço sem reciprocidade só gera cansaço, desgaste e decepção.

 Quanto antes você entender isso, mais cedo aprenderá a valorizar quem sempre ficou do seu lado, seus afetos verdadeiros, sua história bem contada. Com tudo, você adquirirá uma espécie de amor próprio que não lhe permitirá mais remendar porcelanas quebradas. Um dia você substituirá as reticências por pontos finais, encerrará ciclos, entenderá de finais e recomeços e aprenderá a não sentir um pingo de culpa por se amar em primeiro lugar.

Cortar laços tão marcantes da nossa vida é uma das coisas mais dolorosas que precisamos fazer. Isso não acontece da noite para o dia e também não é fácil. No entanto, na hora certa entendemos o quanto esse desprendimento de relacionamentos que não nos fazem bem algum, é essencial. Vai doer bastante até que a gente supere, até que a gente aprenda. Todos os dias você vai pensar se tomou a decisão certa, se foi justo com você e com a outra pessoa.  Às vezes você vai querer voltar atrás e desfazer tudo. Mas nada disso é estúpido. As lágrimas, as incertezas, o nó na garganta.

Quando tudo parecer afundar diante do seu coração, lembre-se dos motivos que te levaram a praticar esse distanciamento: a sua saúde, a sua estabilidade mental, o que aquilo trazia para você. Porque nenhum coração funciona isento da razão. Ele precisa de uns conselhos vez ou outra para não mergulhar em quem não reconhece o melhor da gente. Portanto, não encare o seu desistir, o seu ir embora da vida de algumas pessoas como descaso ou menos amor. O que nunca te faltou foi amor. Se afastar de algumas pessoas não é fracassar. Se afastar de algumas pessoas é entender, respeitar e valorizar quem você é. Qualquer relacionamento precisa ter o autoconhecimento sendo pilar. Para o seu próprio amor, apenas vá. Às vezes é necessário.

Espero muito que vocês gostem, um super beijo e até o próximo post!

50 Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *