A pergunta que não quer calar: por onde começo a me amar?

Com dezesseis anos, me mudei da casa dos meus pais, ainda estava no colegial, não sabia o que queria da minha vida, nem se passava pela minha cabeça como era as responsabilidades que uma vida independente trás, e não fazia ideia de quem eu realmente era. Foi na dor que me refiz, que entendi como era o mundo, que descobri quem eram as pessoas que me rodeavam. Foi na dor que compreendi que o nosso propósito nessa terra não é conquistar o carro do ano, a casa própria ou ter o guarda-roupa lotado de roupas de marca, tudo isso fica, tudo isso é passageiro. O que você é, o que você faz, a marca que você deixa por onde você passa é o que fica.

Quando você decide não fazer vista grossa, você conhece quem é quem, porque na maioria das vezes, as máscaras caem na nossa frente, a gente que finge que não vê. Minha ”melhor amiga” na escola, dizia que quando eu faltava era porque estava fazendo marmita para marido, que o lugar onde eu fazia meu curso técnico era horrível e se vangloriava porque ia fazer cursinho quando acabasse a escola para prestar uma faculdade pública. Que tipo de amizade é essa que precisa diminuir para se enaltecer? Ou que tira conclusões precipitadas quando não se conhece a realidade do outro? Nós não precisamos de amigos assim. O primeiro passo para se conhecer é excluir o que é tóxico da sua vida, o que te faz esconder quem você realmente é.

No fim, você percebe que na guerra com a vida, os únicos soldados são você e ela. Quando meu marido perdeu o emprego, nenhum dos nossos amigos que vinham em churrascos ou saiam com a gente em fins de semana, bateram na nossa porta e perguntaram se precisávamos de alguma coisa. Familiares apontaram o dedo e se sentiram no direito de palpitar e impor o que deveríamos fazer. Sabe o que aconteceu no fim? Percebemos que nossa casa era cheia enquanto tínhamos o que proporcionar. Quando recomeçamos, prezamos muito mais um pelo o outro e por aqueles que ficaram. Me tornei mais grata e passei a valorizar muito mais o que tenho, ao invés de viver em torno do que não tenho.

Ouvi de uma das pessoas mais importantes do mundo para mim, que eu era superficial por usar maquiagem até para comprar pão e por andar sempre com roupas ”melhorzinhas’‘. Será que andar com uma calça jeans, uma sapatilha e uma blusa qualquer é ser mais que alguém? Será que andar com o cabelo bagunçado, sem maquiagem é ser desmanzelada? Você já reparou que você pode se moldar de mil formas diferentes, sempre terá uma pessoa para apontar o dedo e te julgar? E quer saber? Tudo bem. Porque é você quem vai ter que acordar cedo para trabalhar e comprar as suas roupas, pagar as suas contas, é você quem vai chegar cansada e vai ter que arrumar a sua casa, cozinhar a sua comida. Me diz, o que a opinião do outro muda na sua realidade? Nada não é? Então.. porque ela deveria mudar a sua autoestima?

Faça um favor a si mesma: tire aquela roupa do guarda-roupa que você sempre quis usar por medo do que as pessoas irão pensar. Mude-se de casa se você não gostar da sua. Peça demissão do seu emprego se você se sente infeliz, siga o que você ama, faça aquilo que faz seu coração bater mais forte. Termine seu relacionamento se você está nele por medo de ficar sozinha. Se joga naquele biquíni que você nunca usou por causa das suas celulites. Regasta-se. Vista-se de si. Só assim sua essência se desnuda. Só assim você se solta de quem as pessoas gostariam que você fosse e se torna quem você realmente é, quem você sempre quis ser.

Para fechar esse post com chave de ouro, trouxe essa combinação que fiz com essas cinco peças que se tornaram as minhas favoritas dos últimos tempos: usei uma regata que é super funcional e prática para usar com tudo, com a jaqueta jeans, que também é outra peça coringa e super versátil para se ter no guarda-roupa – o mais legal dessa, é que ela é uma peça usada que encontrei no Mercado Livre por apenas R$ 50,00.

Essas duas peças são perfeitas para compor as mais diversas combinações, dessa vez, as usei com esse short saia de cintura alta da Espaço Cute. Ele possui detalhes alguns detalhes na frente e tem zíper atrás, essa é uma peça que pode ser usada tanto na correria do dia a dia, como para passear. Sendo versátil e funcional para se ter!

Vocês perceberam o quanto tenho usado os calçados da Domidona ultimamente, né? Depois que experimentei as sandálias de salto alto e vi o quanto elas eram confortáveis, decidi investir em outras opções de calçados que pudesse usar na correria do dia a dia, e encontrei esse tênis no estilo Old School. Incrível como ele casa perfeitamente com qualquer combinação e deixa o nosso estilo cheio de conforto, estilo e modernidade!

O que sempre te impediu de ser você mesma? Compartilha com a gente!

Espero muito que vocês gostem, um super beijo e até o próximo post!

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