Não busque respostas nos outros, encontre-as dentro de você

Já percebeu que quem está mais perto de si mesmo, se desconstruiu muito? Parou, avançou, questionou, mas também hesitou, recuou. Se pertencer não é apenas enfrentar um dos maiores aprendizados dessa vida. Se pertencer significa algo ainda mais profundo. Se pertencer é ter consciência e aceitar as qualidades e falhas com as quais lidamos dentro do nosso ser. Porque quando a gente se pertence, lutamos, diariamente, para que desistir de nós mesmos não seja uma opção. Tem dias que ninguém tem vontade de lutar, dias em que precisamos fazer um esforço enorme para não desmoronar, para não olhar para os lados e entregar os pontos. No entanto, o que muitas pessoas ainda não perceberam é que toda a força que buscamos e as respostas que procuramos está em um único lugar: dentro de nós mesmos.

De vez em quando me pego pensando em como seria deixar o tempo correr e só ficar observando as consequências do mundo ao meu redor. Em momentos cinzas como estes, em que o meu interior soa desesperançoso e sem poder de reação, que a realidade vem à tona: o coração deve continuar a bater. Eu tenho que revirar minhas cicatrizes, minha implicante autossabotagem, as minhas dores e não desistir de tudo.

Sobreviver se torna mais fácil quando conhecemos a capacidade de acessar o nosso mundo interior. Você deve estar se perguntando, ”Mas como acesso esse mundo interior?”, diria que a entrada para o mundo interior começa com a aceitação do nosso eu, ou seja, com a aceitação plena de nós mesmos como seres imperfeitos, mas capazes de fazer coisas grandiosas. A porta de entrada para o mundo interior está em ficar sozinho e não se desesperar e se culpar, está em ficar sozinho e se sentir confortável com a sua presença.

Se você ainda se desespera com a sua própria companhia, se você se recusa a ouvir o que seu coração tem a dizer, certamente você ainda não fez as pazes consigo e tem esquecido que a empatia é um sentimento extraordinário quando aplicado no outro, mas é sublime quando apontado para nós mesmos. A autoempatia é preciosa, mas ela é muito mal compreendida em nosso mundo. Confundem a autoempatia com orgulho, capricho e egoísmo (e talvez por isso seja comumente colocada de lado).

Tenha empatia por você tanto quanto você tem tido com seus amigos e familiares. Entenda sua situação e procure melhorar sem se desmerecer, sem se odiar pelos erros, sem se sentir pequeno por ser imperfeito. Porque todos nós somos. Permita-se estar sozinho sem piedade ou rancor. Perdoe-se. Seja um ombro amigo para você. Abrace a si mesmo com força. Com o passar do tempo entendemos que há cinco, três ou dez anos atrás não tínhamos a maturidade que temos hoje e que foram os nossos passos, por mais desajeitados que possam parecer, que nos trouxeram onde estamos hoje.

Depois de um tempo você quebra o gelo e confia em si. Aprende a ouvir a sua voz interior e encontra todas as respostas que tanto procurou. Deixa de se sabotar. Faz amizade consigo mesmo. Daí, em uma bela manhã, pode acontecer de você estar sozinho e de repente perceber que está perdendo tempo demais com pessoas e coisas erradas. Pode acontecer de você estar sozinho e descobrir-se imensamente capaz de fazer diferente. Logo, sem muita demora, você vai enxergar as portas bonitas que se abrirão para longe do quarto escuro das suas dores. Não tenha medo, ouça as respostas que já estão aí dentro. O seu mundo interior te espera. Agora só depende de você.

Espero muito que vocês gostem, um super beijo e até o próximo post!

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