Se a porta não está abrindo, esse não é seu caminho

Tudo tem um porquê, tudo tem um propósito. Fazem três anos que moro em um apartamento alugado com o meu marido, e em junho desse ano surgiu a oportunidade de comprarmos uma casa, o dono queria se mudar e por isso, para vender o imóvel rápido ele colocou um preço mais viável. Não estávamos procurando uma casa, aquilo não fazia parte dos nossos planos naquele momento, mas como era uma proposta que parecia valer a pena, corremos atrás dos papéis e das possibilidades que tínhamos de financiamento. Tudo estava se encaixando perfeitamente, nossos papéis deram certo, a casa foi aprovada para os planos de financiamento que escolhemos, até que no fim, o dono do imóvel nos disse que não tinha um dos documentos da casa e voltamos para a estaca zero. Ficamos frustados, afinal uma oportunidade como aquela não aparecia todos os dias. Porém, depois de um tempo percebemos que se o negócio tivesse dado certo, estaríamos mais frustados do que ficamos quando não conseguimos comprar o imóvel. Percebemos que quando uma porta não abre, aquela simplesmente não é a porta certa.

Digo que estaríamos frustados porque aquele era um imóvel que não estava terminado, que não podia ser ampliado e o espaço que ele tinha não iria comportar tudo que precisávamos. Além do valor do financiamento, entrada, documentos, mudança, ainda teríamos que cobrir os gastos para terminar a casa, gastos esses que não tínhamos como arcar. Poderia até ser a casa certa, mas não naquele momento. Quando algumas coisas acontecem não entendemos o porquê, mas depois percebemos que aquilo foi um verdadeiro livramento. Em algumas situações, investimentos tanto tempo e esforço buscando chaves para abrir uma porta que não poderá ser aberta, que não conseguimos perceber que ela não se abre porque há destinos impossíveis, pessoas que não se encaixam em nossas fechaduras e caminhos pelos quais é melhor não transitar.

Quando uma porta que um dia nos proporcionou felicidade se fecha, geralmente outra se abrirá. Mas nem sempre podemos vê-la de imediato, porque acabamos passando muito tempo sofrendo pela porta que não pode mais ser aberta, sendo que para essa não temos mais a chave. Uma voz popular sempre diz que quando uma porta é fechada outra se abre. Também costumamos ouvir outra frase que fiz que a felicidade é como as borboletas.. se a perseguimos, nos escapa. Se ficamos quietos, ela vem até nós. Agora, se levássemos esses dizeres ao pé da letra chegaríamos à conclusão de que as oportunidades aparecem sozinhas, como que por arte ou por magia.

Em algum momento, talvez não tenhamos tomado as melhores decisões. Ou pode ser, que isso possa ter acontecido durante um período de longo tempo. Tempo suficiente para nos fazer acreditar que é isso que temos para nós para sempre. Mas não se pode esquecer que por trás das portas fechadas fica conosco o vazio e a tristeza constantemente remoída. Talvez estejamos falando de uma relação, de um trabalho ou de uma amizade que não terminou muito bem. O destino não é algo que deveríamos ver, o destino devemos criar por nós mesmos, com determinação e valentia, abrindo as portas mais adequadas.

No entanto, também existem existem as portas de emergência, com as quais podemos encontrar uma nova saída em direção à verdadeira felicidade. Vale a pena refletir sobre essas questões para entendermos que a vida, na realidade, é um labirinto de portas pelas quais podemos transitar, cruzar, aproveitar, aprender e sem dúvida… fechar. Nenhum caminho escolhido ao longo de sua viagem existencial foi em vão. Longe de nos arrependermos por ter cruzado uma porta, por ter, por exemplo, mantido um relacionamento, por ter iniciado um projeto e não concluí-lo, simplesmente por termos frustrações no lugar de alegrias, é necessário assumir tudo que foi vivido como oportunidades de aprendizado. Porque toda cicatriz ensina, e todo caminho errado supõe também um convite ao recomeço.

Você já passou por alguma situação parecida? Compartilha com a gente!

Espero muito que vocês gostem, um super beijo e até o próximo post!

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