Sobreviver não basta, é necessário existir!

Quando o despertador toca e você acorda, de forma automática uma sequência de tarefas começam a ser feitas até o dia chegar ao fim, você escova os dentes, escolhe sua roupa, toma o café da manhã com rapidez, fica presa no trânsito, enfrenta um expediente de oito horas, até voltar para casa, tomar um banho e dormir para começar tudo outra vez. No entanto, dentro daquele mesmo dia também teve flores no caminho que você percorreu, um pôr do sol incomparável enquanto voltava do trabalho, pessoas de luz cruzaram o seu caminho, mas seus passos estavam tão robotizados que você não notou. Há quanto tempo você não observa um céu estrelado? Faz quanto tempo que você não saboreia um livro, sem pressa e permite-se adormecer no meio da leitura? Há quanto tempo você vive em modo automático? Há quanto tempo você está correndo, de quem e pra onde, nem se sabe?

Essa corrida pela sobrevivência, pelo ganha pão, às vezes é tanta, que esquecemos como a vida é extraordinária. Durante esse modo automático, a gente vai sufocando nossa essência, silenciando a alma, a gente esquece os pequenos hábitos singelos que nos fazem verdadeiramente felizes, a gente esquece como é bom sentar na areia, sem fazer nada e ouvir o mar, ouvir o silêncio, se concentrar nas batidas do próprio coração. Qual foi a última vez que você se permitiu desligar o celular, por algumas horas apenas? Há quanto tempo você não acorda, na hora que quer, com real disposição? Com aquela vontade de preparar um café da manhã delicioso, um almoço com alegria, enquanto canta uma música qualquer? Há quanto tempo você deixou de ser quem é, para se tornar o que der?

Cuidado para não se magoar e não se perder de ti na busca por sabe-se lá o quê. Muitas vezes, a gente nem sabe para onde ir, mas só sabe que tem que correr. Acontece, que correr cansa. E caminhando, também se vai longe. Lembre-se das promessas que você fez a si mesma, aos dezesseis. Eram desejos como aqueles que vinham do teu coração. Você não precisa fugir com aquele seu primeiro amor platônico ou tatuar o braço inteiro, mas tente lembrar dos lugares que você planejava conhecer, das músicas que te faziam dançar, das atividades que te davam prazer, e tente incorporar ao teu atual ser. Se escute e ignore um pouco o resto do mundo.

São raras as coisas que conseguem ser mais reconfortantes do que o silêncio de um novo dia começando, com cheiro de café fresco e passarinhos ao fundo. Isso não é um luxo, é uma necessidade da alma. Da mesma forma que nosso corpo reage á uma gripe, nossa mente reage ao stress. E da mesma forma que cuidamos para sarar da gripe, temos que cuidar para sarar do stress. É uma doença e pior que as outras, porque a gente ignora, as pessoas nos dizem que é “frescura” e a gente vai levando. Porém, a nossa mente é o nosso escudo contra os males desse mundo, se ela está afetada, qualquer ameaça passa.

Existem tantas coisas por trás de uma rotina corrida, conheço pessoas que mesmo quando podem desacelerar não quer, a pessoa não quer se ausentar do trabalho, dos mil afazeres.. luta tanto para conseguir o dinheiro e no fim das contas não tem tempo nem para gastá-lo. Eu sei que não é fácil lidar com tudo, são tantos problemas, tantas responsabilidades, tantas preocupações que afligem. Mas em meio ao caos existe você, alguém que tem uma essência rara e que precisa perceber os pequenos sinais que a vida dá para lhe dizer o quanto ela vale a pena.

Se você não está conseguindo perceber essa beleza, não foi a vida que deixou de ser linda, foi você, que passou a olhá-la por outro ângulo. Acontece que uma hora sobreviver não basta, é necessário existir. Mude seu ângulo de visão. Muda-se. Exista!

Espero muito que vocês gostem, um super beijo e até o próximo post!

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