Se você quer viver uma vida feliz, amarre-se a uma meta, não às pessoas nem às coisas

Substituímos as conversas numa tarde qualquer para ler as postagens de uma rede social. Esquecemos as ligações para aderir aos áudios no Whatsapp, desfazemos das segundas-feiras e torcemos para que as sextas cheguem logo. Os trabalhos, os estudos têm se tornado um fardo e contamos os dias para as férias chegarem. E quando elas chegam, aproveitamos o nosso tempo livre dormindo. Só nos lembramos dos aniversários porque o Facebook nos avisa, desconhecemos o que é uma biblioteca e vivemos à espera dos romances de filmes, mas dispensamos as pessoas porque não queremos compromisso. Idealizamos o amor e deixamos escapar os gestos mais bonitos, o afeto verdadeiro e sincero. Felicidade e amor não deveriam estar interligados em coisas ou pessoas, fazer isso é convidar a decepção a fazer parte da sua vida. Pessoas decepcionam, assim como as coisas.

Queremos ser independentes, mas vivemos em busca de um colo e cafuné. Adoraríamos ter alguém para tomar café e jogar conversa fora, mas dizemos para os quatro cantos do mundo escutar o quanto é bom estar sozinho e que está tudo bem. Defendemos a política do não ao preconceito, do bom senso, mas julgamos tudo e a todos, o tempo todo. Tem que ter muita coragem para encarar a vida como ela é. É quase sádico ser alguém intenso num mundo de pessoas tão vazias. Queria que tudo fosse fácil, que as decepções, os problemas pudessem passar despercebidos, mas o fato é que ninguém está livre dessa montanha russa, chamada vida. É preciso ter coragem para cuidar da gente, pensar em nós, mesmo que isso pareça egocêntrico. É preciso ter coragem para arrancar as pessoas das nossas expectativas e planos a longo e curto prazo. Ficamos entre o aceitar e o ficar, adiar o inevitável, dar pouco, se contentar com pouco.

Estamos exaustos, cansados de ver o colega que não larga o trabalho com o chefe tóxico por medo de não conseguir outro emprego, sua amiga que apagou seu brilho num relacionamento que nem ela acredita mais, mas não larga por medo de ficar sozinha, de manter os hábitos automáticos rotineiramente por não conseguir ver as novas possibilidades. Entenda que nada se destrói, somos resilientes e, acima de tudo, regenerativos, quanto mais a vida nos bater, mais fortes vamos ficar, e mais livres.

É preciso ter coragem para se desprender, entender por fim que as histórias têm validade, apesar das expectativas e planos que fizemos para elas. É preciso ter coragem de lutar pela gente, de sair pela porta para buscar tudo aquilo que nos faz sentir vivos. É duro, eu sei. Mas, viver das expectativas que depositamos nas coisas e nas pessoas nos mata aos poucos. É preciso ser forte pra deixar alguém ir, mas é preciso ainda mais coragem quando é você quem tem que partir. Aprendemos a ser cada vez mais altruístas na medida que não temos medo de começar uma nova experiência, mudar de cidade, trocar a roupa arrumadinha por um traje largado, se desapegar do julgamento alheio, cortar o cabelo, quando a gente aprende a depositar menos expectativa e permite-se viver, entendendo que perdoar faz parte das regras de sobrevivência.

Mude a cara da sua segunda e permita que sua semana passe sem pressa, aprecie cada instante e se preencha com as pequenas coisas. Seja a sua melhor versão em tudo, faça uma metamorfose na forma que você vê o mundo. E acima de tudo, tenha coragem. Não desperdice seu tempo com coisas vagas, não se deixe chatear por coisas sem valor, por pessoas que não se importam com você. Veja a vida com outros olhos, a tal da felicidade não tem lugar, não tem nome, nem hora para chegar. Não há um caminho para a felicidade, ela é o caminho.

Espero muito que vocês gostem, um super beijo e até o próximo post!

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