8 problemas que você tem, mas não precisa ter

Ah, os problemas.. quem não convive com algum contratempo em sua vida cotidiana? Quando pequena achava que o maior empecilho da minha existência era quando minha mãe não me deixava brincar na rua até tarde. Depois meus problemas se tornaram outros: na minha pré adolescência queria ser dona do meu próprio nariz e tudo que consegui fazer foi me prender em uma bolha de cobranças e desaceitação. Com o tempo aprendi que existem dois tipos de problemas: aqueles que realmente precisam acontecer para que a gente consiga aprender algo e aqueles que nós mesmos criamos, dizendo histórias que nunca aconteceram e procurando soluções que elas não precisam, transformando um pingo em um tsunami que nem deveria existir. Fato é: nunca seremos imunes aos problemas, eles fazem parte da vida de todos nós, são reincidentes, devastadores e desestabilizadores. Mas será que todos os problemas que temos deveriam mesmo existir?

O tempo me mostrou que descomplicar, suavizar e retomar (ou tomar) o controle dessa experiência sobrenatural, única e extraordinária, que gostamos de chamar de vida é essencial para construir uma história que valha a pena contar e viver. São nossas ações que guiam os nossos dias, são nossas escolhas que definem as consequências do amanhã e somos nós que definimos o que é realmente significativo ou não. Dê o primeiro passo e descomplique eliminando esses oito problemas que provavelmente você tem, mas que não deveria ter:

O que os outros vão pensar de mim? Um dia você se questionará sobre o porque das opiniões externas terem tanta influencia sobre você, e nem você entenderá o motivo delas terem te afetado tanto. Afinal, o que os outros pensam de nós não muda nada na nossa vida. Quando entendemos que a opinião dos outros é apenas a opinião dos outros, abrimos espaço para sermos quem realmente somos e deletamos da nossa vida esse bloqueio de pensar no que os outros vão achar antes de agir. E tem mais, um mecanismo de projeção está envolvido: você imagina o que os outros pensam de você, sem perceber que isto é o que você pensa de si mesmo. Isto quer dizer que o que você está fazendo, na verdade, é culpar os outros do que acha de si mesmo.

Os outros vão me aceitar?  Tentar ser aceito pelos outros, encontrar aceitação, amor ou conquistar alguém não vão te levar a lugar algum a não ser à perda de concentração e traição de seus ideais. O mundo é preenchido de pessoas distintas. Algumas delas são particularmente resistentes a mudanças. Portanto, esperar aceitação de uma pessoa que é focada somente em suas crenças é perda de tempo e energia. Existirão, também, pessoas que digam que você não é o que elas esperavam e que vão tentar lhe mudar até que você se encaixe no que elas consideram ideal. Na vontade de que outras pessoas gostem de você, inconscientemente você se torna uma pessoa comum. O problema é que uma pessoa comum, sem uma personalidade distinta, não será lembrada.

Meu parceiro não é a pessoa que eu achei que fosse, bom, ele ou ela nunca serão. Afinal, esta provavelmente não é a razão de você ter decidido estar com ele ou ela. São as diferenças entre você e seu parceiro que encorajam a evolução da relação e, sem elas, você ficaria entediado no mundo do relacionamento estável.Tentar mudar seu parceiro até que ele corresponda à imagem que quer que ele tenha, na maioria dos casos, leva a uma ou duas situações. A primeira é, infelizmente, quando você atinge seu objetivo. Neste caso, seu parceiro (ou parceira) muda mesmo sob pressão das suas expectativas e, na maioria das vezes, contra a vontade, então, ele ou ela não respeitam mais eles mesmos e deixam de ser atrativos pra você. A segunda situação é o conflito, porque o ego do seu parceiro ou parceira, mudado ao seu gosto, se rejeita e se ataca, ativando o mecanismo de defesa. É mais maduro entender que as pessoas mudam quando elas nos veem como um exemplo de mudança sobre o que elas pensam e agem para, assim, agir e pensar diferente.

O mundo é tão ruim. Esse pensamento só fará com que você se sinta frustado, pois esse pensamento é baseado em dissonância cognitiva, ou seja, a diferença entre como você espera que as coisas sejam e como as coisas realmente são. O mundo é o que é.

 Eu consigo evitar problemas. Você não pode porque problemas são mais causados pelo seu cérebro do que pelo mundo exterior. Afinal, você não pode escapar de si mesmo. Não há tal estímulo no mundo que possa matar, mas uma pessoa motivada por suas ideias e conceitos é até capaz de tirar a própria vida. Por exemplo, apesar de o risco de morrer num acidente de avião ser de 1 em 11 milhões, o risco de ser morto por um tubarão ser de 1 em 3.7 milhões e o risco de morrer num acidente de carro ser de 1 em 5000, as pessoas tem mais medo de viajar de avião do que de carro. Os problemas são maiores na nossa imaginação do que na realidade e evitá-los lhe trará mais problemas do que encará-los. A estratégia de perder benefícios para eliminar problemas (por exemplo: “eu não vou viajar de avião para não morrer”) não funciona e a quantidade de problemas na sua vida será sempre a mesma.

Os outros me irritam. Não são os outros, mas seu pensamento de que eles deveriam ser isto ou aquilo e o tipo de pessoa que você queria que eles fossem. É por isso que você está irritado. Manias como “se a pessoa X pudesse mudar…” não vão levá-lo a lugar nenhum, porque X não vai mudar ou vai ser substituído por um Y que, no final, vai ser a mesma coisa. Mesmo se olharmos para as coisas estatisticamente, é mais fácil mudar o mundo do que mudar você mesmo. Não são os outros os responsáveis por suas reações emocionais, porque é seu julgamento sobre as ações delas que vai gerar certas experiências emocionais.

Minha vida não corresponde às minhas expectativas. E nunca corresponderá, a menos que você cuide dela. Reclamando, resmungando, culpando os outros pelas suas falhas, culpando os políticos por regerem mal o seu país, xingando seu chefe porque ele paga pouco, ficar contra Deus porque está em uma maré de azar na vida ou se revoltar com seus pais pela educação que lhe deram – tudo isso lhe faz fugir da responsabilidade da vida. Se você não gosta dos políticos do seu país, entre para um partido político que o agrade. Se seu salário é muito baixo, arrume um novo emprego. Se você não gosta do seu país, deixe-o, etc. Você é a única pessoa responsável pela sua vida e, se ainda não se deu conta disto, existem pouquíssimas pessoas no mundo que realmente se importam com você. Se você não retomar as rédeas da sua vida, outra pessoa o fará. Nunca se arrependa de fazer alguma coisa, mas sim de não fazer.

Por que isso acontece comigo? Por que justo comigo? Por que minha esposa me deixou? Por que fui escolhido para passar por isso? Bem, de que maneira você gostaria que o mundo respondesse isso pra você? Se é da maneira Budista, tudo é determinado pelo tipo de pessoa que você foi em vidas passadas e isto é o Karma. Se é da maneira católica? Bem, é o que Deus reservou a você. De maneira intelectual? Porque isso é o efeito de uma certa causa. A verdade é que certas coisas estão além do seu controle e você não tem ideia de como nem porque algumas coisas acontecem. Talvez um dia você consiga a resposta. Mas até lá, você não pode controlar certas coisas. Se você desistir do seu senso de oposição e deixar que as coisas aconteçam, será capaz de se adaptar às novas situações mais rapidamente e agir de modo correto no futuro.

Compartilha com a gente: você se identificou com algum desses problemas? Qual?

Espero muito que vocês gostem, um super beijo e até o próximo post!

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