Ser feliz é uma graça que não vem de graça.

Talvez, a felicidade não possa ser alcançada por todos. Talvez, ela seja só para os destemidos, para os mais valentes, para os resistentes. Talvez, ela nem é o que pensamos que ela é. Quem pode afirmar que ela não é apenas uma ilusão criada por alguém que queria preencher seus vazios e decidiu ir atrás do que pensava ser a felicidade? Dizem que a felicidade é simples, que ela é uma graça que vem de graça, mas digo que não. Não existe um mapa, um percurso ou uma palavra chave para a encontrarmos. Precisamos encontra-la, mas como? Felicidade é recompensa de quem faz por merecê-la, prêmio de quem vai buscá-la. Ela se constrói em seu tempo, revela-se em nosso dia depois do outro. O trabalho mais trabalhoso do mundo é ser feliz.

É que a felicidade também mora na tristeza da gente. É preciso resolvê-la, entender seus motivos, compreender suas razões. Deixá-la doer como queira. Não há mal nenhum. Ser feliz custa muito, porque demanda esforço, demanda habilidades que não se aprendem na escola, na faculdade, nem no mestrado e vai exigir mudanças na nossa forma de enxergar a vida. Ela elimina nossa zona de conforto. Mas é em cada pequena alegria da vida que a gente vai sendo feliz e fazendo feliz quem nos quer bem. Quando estamos tristes também é assim. Nosso jeito de lidar com a tristeza e sair dela com a cabeça erguida e o passo firme revela o tamanho da nossa vocação para a felicidade.

Descomplica, porque no fundo tudo é muito mais simples. Acolha-se agora, reconheça seu momento de vida, respire fundo e dê um próximo passo. Permita-se cuidar de quem você ama, sem subjugar e, sem jogos de troca de interesses. Apenas seja você, não esconda de si mesmo o que se passa aí dentro, apenas seja você. Assim, sem jogos, esquemas, estratégias de conquistas e tudo mais que nos ensinam por aí como a fórmula do sucesso. Tem muita gente aqui e ali exigindo felicidade. Mas só meia dúzia disposta a pagar o preço.

Não sei, tenho a leve impressão de que a felicidade é o que a gente sente quando volta para casa, quando observamos os raios de sol atravessarem a janela como uma forma de nos dizer ”bom dia”, na guerra de pipoca que fazemos com o marido, com os filhos e que até o cachorro participa durante um filme, é a família inteira dividir uma só cama, é ter alguém para amar. Seja lá para onde vamos, é sempre bom ter um refúgio para chamar de seu. Não sei quantas pessoas habitam o mundo, mas sempre existirá aquelas que fazem o nosso coração bater mais forte. Não sei o motivo pelo qual estamos aqui, nesse mundo tão imenso. Também não sei o valor da felicidade, mas para conhecê-la ofereço qualquer valor.

Espero muito que vocês gostem, um super beijo e até o próximo post!

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