Look da semana: body ombro a ombro + short + sandália

Guardava os meus sonhos em um esconderijo tão secreto, que nem eu que os guardei conseguia encontra-los. Não conseguia definir qual era minha cor predileta ou meu lugar favorito no mundo. Não sabia me impor e dizer não para alguém. Nunca fui a primeira da classe, nem sabia o que queria ser no terceiro colegial. Nunca soube me afastar do que é tóxico e nem apreciar o que me faz bem. Sempre fui impulsiva e foi em uma impulsividade que me encontrei e percebi que ocultei tanto tudo aquilo que sou, que nem conseguia me reconhecer mais. Vivia em cima do muro, guardava minhas opiniões e nunca me expressava. Era melhor viver sem ninguém saber o que eu era, do que deixar o mundo conhecer tudo que ficava guardado dentro de mim e que somente eu conhecia. Mas, percebi que a existência é extraordinária por ser curta demais, por ser misteriosa demais e por ter pessoas tão extraordinárias quanto ela. Pessoas que podem ser infinitas coisas mesmo sendo apenas uma só. Que graça teria se todos nós fossemos iguais? Se são nossas particularidades que nos tornam raros, porque tentamos a todo custo oculta-las?

Refleti sobre o quanto as coisas mudam, como não somos mais os mesmos de cinco anos atrás ou pior, como não somos mais os mesmos de uma hora atrás. Em qualquer área da nossa vida, seja ela pessoal, familiar, profissional, nunca haverá nada seguro. Vivemos em uma corda bamba, apenas não conseguimos vê-la. Porém, isso não é necessariamente algo ruim. Sair da zona de conforto pode ser a motivação que a gente precisa para buscar outra coisa, outro emprego, para enxergar algo o que você poderia não enxergar com o agasalho mental da segurança, da ideia de controle. Tudo tem sempre dois lados ou mais, basta querer enxergá-los.

Não fique esperando o seu relacionamento, que dura um, cinco, dez anos ou que seu emprego dure para sempre. Saiba que pode ser que eles durem o resto da vida, mas pode ser que cheguem ao fim daqui a uma semana. Acontece que nós não temos certeza de nada, não sabemos se estaremos aqui daqui uma hora ou daqui uma semana, também não sabemos o que acontecerá quando dermos o nosso último suspiro, só sabemos de uma coisa: estamos aqui agora.

Em muitos momentos, percebi que construí uma vida que refletia o que as pessoas que eu amava eram, e isso não é ruim. Mas, também não era o que eu era. Um exemplo disso é que sempre usava as roupas que eram da minha irmã, sempre que entrava em uma loja para comprar algo para mim, comprava aquilo que ela gostava de usar. Usávamos tudo juntas, desde as blusas, até a maquiagem. Quando sai de casa e levei apenas o que era meu, percebi que não tinha nada que realmente expressasse o que eu era. Nossos guarda-roupas são totalmente opostos. Ela ama decote, eu amo camisas jeans. Ela ama babados, eu amo peças básicas. Saber quais roupas eu me identificava e ir até uma loja compra-las foi um desafio. Mas, que me fez descobrir muitas coisas de mim mesma. Tanto que hoje quando visto algo que é da minha irmã penso: isso é muito a cara dela e nada a minha cara.

Vocês sabem que meu guarda-roupa anda de mãos dadas com as peças básicas e que se complementam. Um exemplo disso é que em cada look da semana aparece uma peça que já foi usada em uma outra combinação totalmente oposta. Como esse body que na verdade é um maiô da Liv Brasil que já foi usado com uma calça preta em uma combinação total black. Como tenho muitas blusas escuras, opto sempre por ter shorts mais claros. Fica simples de combinar e cria um contraste mais bonito. Para finalizar, usei essa sandália de onça com amarração que é simplesmente linda e extremamente confortável da JP Calçados e que é uma opção certa para looks mais despojados para o dia a dia e para dias mais quentes.

Compartilha com a gente: qual é o seu look preferido em dias mais quentes?

Espero muito que vocês gostem, um super beijo e até o próximo post!

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