Você trabalha com o que realmente gosta?

Ninguém nunca me perguntou se eu gostava de direito, veterinária ou de estética. Mas, todos me falavam o quanto eu precisava escolher logo a profissão que iria seguir. Quando estava no segundo colegial recebi uma ligação que me informava que havia acabado de ganhar uma bolsa para um curso técnico de enfermagem. Isso não estava nos meus planos, mas meus pais ficaram felizes com a oportunidade e pensei que talvez pudesse ser uma forma de me encontrar, de acabar com os questionamentos e de conhecer a minha vocação. Mas, não foi bem assim. Precisava de um respiro, de um minuto de silêncio das perguntas alheias e de um tempo para que eu pudesse ver o que queria para o meu futuro. Somos soterrados de cobranças, sem ao menos termos a consciência do que está por vir. Você não tem somente uma porta aberta como todos dizem, você não precisa aceitar a primeira oportunidade por medo de não receber outra. Se for para enfrentar oito horas de trabalho, que seja pelo menos, em um ambiente que te satisfaça por completo, que te faça ir para casa com um sorriso no rosto, afinal, existe salário no mundo suficiente para comprar sua felicidade, bem-estar e realização profissional?

Trabalhar oito, doze ou quatorze horas por dia não é o que vai te fazer feliz e realizado. Somos ensinados que quanto mais trabalharmos, independente do trabalho, seremos realizados profissionalmente e garantiremos um futuro de sucesso. Mas, isso não é verdade, não tente se encaixar nesses padrões. Não se trata do que você pensa que deve fazer, mas sim, do que você realmente gosta e se sentirá feliz fazendo. Permita-se pensar, elabore suas ideais e comece a fazer o que você realmente acredita que vai dar resultado. acredita que vai dar resultado.

 Quem não sabe para onde está indo acredita que qualquer lugar é bom o suficiente. Assim, provavelmente, terá dificuldades em conseguir algo melhor do que aquilo que tem ou que dizem que é o ideal, porque não tem a mesma capacidade de medir o que é bom e o que é ruim na situação onde se encontra. Defina seus objetivos – onde quer chegar, o que sonha em conquistar.

Se o que você está fazendo não te agrada, não fique preso por medo de mudar. Transições fazem parte da nossa existência e, se vão te fazer sentir melhor, realizado e completo, por que não experimentar? O trabalho é mais motivador quando está claro o que exatamente você está realizando. Pense nisso: quão grande é a sensação quando você sabe que está progredindo em grandes projetos? Por outro lado, nada é pior do que trabalhar todos os dias e pensar: o que é mesmo que estou fazendo?

Todos nós já vivemos ou ouvimos histórias de trabalhos que são verdadeiros pesadelos: o salário que não equivale à quantidade de trabalho, as horas extras não pagas, o tempo e dinheiro gasto no transporte, o clássico chefe que só gera infelicidade, entre outras tantas. Mas como evitar essas situações de arrependimento? Pode parecer loucura, mas em certos momentos a melhor resposta para uma oferta de emprego, tanto para o empregador como para o candidato, é: não, obrigado.

Antes de seguir uma profissão ou aceitar uma oferta de trabalho, reflita:

Os valores da empresa batem com os seus valores pessoais? Cada empresa cria e trabalha de uma forma para manter o ambiente de trabalho produtivo, algumas conseguem isso com espaços de silêncio e uma cultura formal, outras alcançam esse resultado com um tratamento casual e relaxado. Como é diferente para cada empresa, é diferente para você também, permita-se ver se aquilo é o que você realmente busca, se você sente feliz naquele ambiente e se poderá passar cinco, dez ou quinze anos se sentindo feliz naquele ambiente.

Viver para trabalhar e trabalhar para viver não é um equilíbrio de vida para ser saudável e feliz, e só diminui a sua produtividade no trabalho. Se a jornada de trabalho não combina com você, o tempo gasto no trânsito acaba com seu tempo livre, fica claro que você teria de trabalhar horas extras para conseguir uma vida financeira estável e se você não consegue se sentir confortável com roupas formais e dentro de um escritório, então você já sabe como evitar um arrependimento e dores de cabeça que virão se seguir essa profissão.

Quando sua intuição diz: não. O salário era aquilo que você buscava, você se identificou com a área, passou na entrevista de emprego, mas mesmo assim você ficou com aquele sentimento no fundo da barriga que algo não encaixou e até se pegou desejando que não lhe aceitassem. Se precisar, permita-se buscar mais sobre a área, sobre a empresa e não tenha medo de fazer perguntas para esclarecer as suas dúvidas, mas se continuar com um sentimento incerto, ouça a pulga atrás da orelha e pode dizer: não, obrigado.

“Trabalhe em algo que você realmente goste, e você nunca precisará trabalhar na vida.”

Compartilha com a gente: você já aceitou uma oportunidade de trabalho e se arrependeu?

Espero muito que vocês gostem, um super beijo e até o próximo post!

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