Look da semana: calça flare + body de veludo

Sabe quando caímos na cilada de pensar que podemos ter o que quisermos do mundo, mas ele nos mostra o quanto não somos nada sem saber apreciar o que realmente importa? Já cai nessa cilada e, aposto que em algum momento você também já. Sair todos os fins de semana não é sinônimo de felicidade, aquela blusa branca básica que você comprou em uma loja caríssima proporciona o mesmo resultado da blusa branca básica da loja de departamento, bolsas não compram amor, um guarda-roupa lotado não compra a paz. Quando entendemos que qualquer bem material, por melhor que ele seja, não nos faz feliz por inteiro, enxergarmos a importância de apreciar e valorizar as pequenas coisas. O que muda de pessoa para pessoa não é sua posição social ou o que ela pode ter, e sim o que ela guarda dentro de si. Então, entre ser e ter, escolha ser você por inteiro.

O minimalismo resgata a consciência sobre aquilo que você realmente precisa ter na sua vida, e busca valorizar o que traz felicidade, o que merece ser mantido e o que deve ser descartado. Isso não se aplica somente aos bens materiais, mas se estende a outras esferas da nossa existência, como aos relacionamentos e pensamentos. Quando conseguimos alcançar um sonho que estava sendo planejado há muito tempo, percebemos que falta algo mais. Falta alma. Falta qualidade. Falta significado. Estamos cansados de excessos. Estamos fartos daquilo que ocupa nosso tempo e energia sem trazer em troca a tão almejada felicidade. Estamos exaustos de consumir sem ter tempo de usufruir.

Precisamos aprender a selecionar e só manter aquilo que merece prevalecer. Só permitir que ocupe espaço aquilo que nos traga bem-estar. Organizar fora e dentro de nós. Se rodear de menos, para ter mais: mais felicidade, mais afeto, mais tempo. Eliminar o hábito de consumir sem consciência. Aprender a resgatar o que é simples e durável. O que é suficiente e traz felicidade. O que parece ser menos, mas adquire significado por ser único.

Aprendi que existe uma grande diferença entre simplificação e privação. Você pode ter aquela bolsa que todas as influencers estão usando, um vestido que foge do óbvio e um salto agulha. É uma questão de equilíbrio, consciência e saber investir. Ao decidir simplificar, aprendemos a optar. Aprendemos fazer boas escolhas, a consumir menos e com consciência. Aprendemos escolher produtos com maior durabilidade e usabilidade. Não complicar. Não acumular. Talvez, soe como uma hipocrisia dizer que a aquisição de bens materiais não traz felicidade. Porém, é necessário refletir sobre os excessos e ilusões. Depositamos uma esperança muito grande aos bens materiais e todas elas estão relacionadas a coisas emocionais. Uma bolsa não pode resolver seus problemas, um sapato não irá curar suas angustias, tão pouco um carro novo te fará descobrir quem de fato você é.

Adotar hábitos minimalistas não envolve obrigatoriamente adquirir um estilo clean, ter uma casa sem móveis ou usar apenas roupas brancas, cinzas e pretas. Se trata, acima de tudo, de descobrir quem você é, o que quer da vida, e o que as coisas que você tem representam para você. Após descobrir isso e abraçar o que realmente é essencial, você estará rodeado somente do que faz sentido para você, do que é importante e te faz bem. Finalmente estará cercado de calma, envolvido por aquilo que lhe aquece a alma, e certamente muito mais feliz.

Entrar em uma loja e saber apreciar o que aquilo reflete sobre você e sobre seus ideais antes de investir, é essencial para a criação de um guarda-roupa que realmente representa os seus conceitos. Os excessos ocultam a beleza de tudo. Simplificar te faz ver o quanto uma escolha certa amplia as nossas possibilidades. Abrir o guarda-roupa e perceber que todas as peças que estão ali expressam as mesmas coisas, faz com que elas conversem entre si e permitem um número maior de combinações, sem complicações.

Retirei do meu armário duas peças que representam alternativas diferentes, mas totalmente flexíveis para o dia a dia. Esse modelo de calça da Levi’s é um clássico que torna os nossos dias mais práticos, visto que por ser em um tom mais escuro e em um modelo básico ela pode ser usada com qualquer outro tipo de peça. Enquanto, o body de veludo da Kallmo representa algo mais impactante sem deixar de ser uma peça flexível. Sempre fiquei com um pé atrás para usar body, uns me deixavam desconfortável, outros marcavam demais e esse foi aquela medida perfeita para o que sempre busquei. Ele não marca totalmente o corpo, é extremamente confortável e combina com tudo, se tornando indispensável no guarda-roupa feminino.

Body de Veludo – Kallmo 

Compartilha com a gente: o que vocês acharam do look dessa semana?

Espero muito que vocês gostem, um super beijo e até o próximo post!

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