Saiba quais são os principais vilões do relacionamento

Quem é louco o suficiente para querer doar-se a outro alguém? Para fazer questão de ficar, quando se tem o mundo inteiro? Sou louca. Você também é. Todos nós somos. Porque o amor é a pitada de magia que existe no meio do caos. Ama-se o outro pelo modo que ele nos faz sentir, pela sensação que a sua ausência provoca, muito mais pelo que a sua presença é capaz de resolver. Ama-se, quando o outro já não possui mais muita coisa para oferecer. Ama-se, às vezes, sem querer, mas fica, somente quem muito quer e quem luta para isso acontecer. Ama-se porque sem o amor vivemos apenas de metades. Ame-se porque com apenas um toque ele te faz esquecer toda a loucura do mundo. Ame-se porque o amor é crescente, permanente. Mas, apesar de todo afeto, a engrenagem de um relacionamento pode não ser forte o suficiente e emperrar, a não ser que as duas peças principais estejam encaixadas.

Quantos relacionamentos terminam por causa de desajustes que vão se prolongando por tempo demais até que se tornem insustentáveis? Quantos vezes problemas minúsculos já acabaram com amores gigantescos? Desses casais que decidem passar a vida juntos, muitos não conseguem levar o relacionamento por muito tempo. Se você parar agora e analisar quantos casais você conhece que se casaram e se divorciaram, certamente terá que anotar, ou perderá a conta. Mas, porque isso acontece? Quais são os vilões do relacionamento?

Em primeiro lugar, pare e reflita: até que ponto você permite que familiares ou amigos influenciem na sua vida? Relações acabam facilmente por serem invadidas por opiniões alheias, pode ser que no início tal influência não gere nenhum problema, apenas um leve desgaste. Mas, depois de um tempo, você percebe as consequências de não saber uma vida somente a dois. Duas pessoas diferentes, com educações diferentes, já podem ter dificuldades de convivência. Quando há o envolvimento da família ou amigos em assuntos que dizem respeito apenas ao casal, como a educação dos filhos, compra de uma casa, forma como se tratam, não torna apenas o relacionamento tóxico, como gera brigas entre o casal, que podem resultar no fim da união.

Quando se é solteiro, a vida segue um rumo decidido apenas por você, suas preferências, suas escolhas. Mas, quando a vida é divida por duas pessoas esse funcionamento precisa ser repensado. Você não precisa abdicar das suas particularidades e da individualidade, mas precisa ter senso para preservar o seu mundo, o mundo do outro e o mundo dois dois. Imposições, posturas egoístas e a insistente negação da existência do outro em nossas escolhas sempre resultarão em desentendimentos se o movimento não incluir diálogo, troca de opiniões e empatia.

O ciúmes é um sinal de cuidado, de que o outro é essencial e que a perde gera tristeza. O problema surge quando ele ultrapassa os níveis normais e começa a gerar controle excessivo da vida do parceiro. Começa a gerar invasão de privacidade e desconfianças excessivas. Nesses casos o veneno começa a fazer efeito e a relação começa a sofrer.

Confundir intimidade com falta de boas maneiras, com a rotina é natural que a vergonha seja esquecida. Isso é bom, mas com limites.  A comodidade leva os casais a compartilharem demais: acham que se conhecem tanto que não há mais surpresas. E assim aquele mistério, que tempera a relação, fica ameaçado.

Dividir o mesmo teto significa dividir também a pilha de louça para lavar. As brigas envolvendo trabalhos domésticos são cotidianas. Se a trabalhosa compra do mês e os copos fora do lugar andam disparando discussões, então está na hora de distribuir as tarefas de maneira justa. Em um relacionamento não deve existir o conceito de “ajudar em casa”, já que a responsabilidade é igual para os dois. A hora da faxina – ou mesmo a orientação de uma faxineira – deve servir como um exercício de companheirismo, e não virar um cabo de guerra.

 Televisão, jogos eletrônicos e novelas não são inimigos do casamento, desde que não isolem um dos pares. Muita gente mora sob o mesmo teto, mas não compartilha nada. Em função disso, não constroem uma relação.  Com o tempo, a distância entre os dois cresce e o tédio aumenta. Contudo, abrir totalmente mão de fazer o que gosta também não é o caminho. Um bom antídoto é perguntar como foi o dia do outro, escutar e tentar incluir o parceiro no programa, que tal ver a novela, jogar vídeo game ou assistir um jogo de futebol juntos?

Saber valorizar as virtudes da pessoa com quem se relaciona é de extrema importância para manter o astral positivo e o fluxo de parceria e companheirismo do casal. Mentalizar defeitos constantemente e sobrepô-los às virtudes promove exatamente o efeito inverso. Para expressar a valorização é importante a manifestação dos elogios ou agradecimentos, até por pequenos fatos do dia a dia. As vezes a necessidade de combater esse vilão só chega tarde demais e somente com o rompimento da relação é que se sente o valor que tinha o companheiro.

Você tem mania de perfeição, ausência de tolerância e excesso de cobranças? Esses três vilões dos relacionamentos são causa e efeito um do outro. Eles formam um time destrutivo de grande eficiência negativa. Sentir-se perfeito promove a diminuição da tolerância com os defeitos do outro e automaticamente eleva o nível de cobranças. Gerando um clima negativo de reclamações com as mesmas consequências, ou seja, conflitos rotineiros. Todos os seres humanos possuem defeitos e a perfeição é pura ilusão. Observar-se como uma pessoa igualmente imperfeita promove autoconhecimento e facilita a compreensão do outro.

Se você detectou a presença de qualquer um desses vilões no seu relacionamento, filtre as informações e minimize seus efeitos. Tente corrigir as falhas, atentando para evitar os mesmos comportamentos. A reflexão por si só e a percepção do comportamento nocivo já facilita bastante o processo de mudança interior.

Compartilha com a gente: o que afeta um relacionamento na sua opinião?

Espero muito que vocês gostem, um super beijo e até o próximo post!

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