Look da semana: macaquinho branco com poás + camisa jeans

Sentei comigo mesma e me questionei: porque querer tudo tão planejado, tão seguro e sem surpresas? Porque você não respira fundo e apenas vive um dia de cada vez? Não precisamos de garantias, não precisamos pensar que muita coisa poderia ser diferente, porque o que aconteceu, já foi. Não precisamos suprir expectativas gigantescas, baseadas em meras ilusões de felicidade. Não precisamos fazer bonito para uma plateia imaginária. Não precisamos torturas os pensamentos, ponderar os passos, evitar os tropeços. Ninguém deveria cortar as próprias asas. Ninguém deveria aceitar amores rasos. Ninguém deveria ser o que não é.

Imagine por um segundo que não temos data de validade, que tudo que acontece agora pode acabar ou não. Vamos imaginar que vamos apreciar tudo o que temos sem pensar no que virá depois. Apenas imagine que não há fim, estamos imersos no infinito e, portanto, podemos olhar o mais distante horizonte. Não existe limites temporais, nossos anseios se cessam e é mais fácil arriscar naquilo que um dia sonhávamos. Se torna mais simples ver a luz de todo o bem está por vir. Imagine que somos capazes de dar o nosso melhor, mas não por medo de que acabe, e sim, porque realmente queremos. Iremos além, seremos nossa melhor versão com a família, com os amigos e quando estamos a sós.

 Vamos amar como se não houvesse amanhã, cantar como se a canção fosse eterna e dançar como se não houvesse final e nem fôssemos envelhecer. Vamos imaginar que o prazo não está escrito, não há nenhuma data de expiração. Permitirei que a criança e o adulto que vivem em mim façam parte da mesma pessoa. Me imaginarei sem limites, sem restrições, sem pensar no final, somente no que está acontecendo. Nosso problema não está no mundo, está em nós. Porque vivemos o que os outros querem que a gente viva e escondemos quem realmente queremos ser. 

Queria dançar tantas danças, mergulhar em diferentes olhares, conversar com o silêncio, abrir os livros, misturar os capítulos, sem saber o que vem depois da esquina. Queria ser apenas o que me anima, o que me enche de curiosidade, poesia e beleza. Queria que todos percebessem que mais importante que escolher o caminho certo, tentar não desagradar sua alma e ao mundo ao mesmo tempo, é perceber que todos os roteiros são válidos.

Deposite amor no café que você coa, ande na rua, veja que ainda existem pessoas no mundo que dizem bom dia. Não manipule os sentidos da sua história. Trilhe seus capítulos experimentais, quebrando regras. Deixa que as coisas pousem sem nomes. Saia da linearidade que te norteia. Passeie pelos seus próprios jardins, porque se a flor do vizinho sempre te parece mais bela, deve ser porque sua velha alma se esqueceu como se auto cultivar.

E se por acaso você me encontrar perceba que encontrou duas versões de mim: aquela que ama o jeans surrado do armário e que ama explorar o novo, como esse macaquinho branco de poás da Vestido da Chita. Aquela que quando diz que gosta de algo o mantém por perto, como essa bota da Damannu Shoes. E se caso você me encontrar totalmente diferente amanhã, não se preocupe, meu prazo de validade foi deixado para trás depois que respirei fundo e entendi que a gente só vive essa vida quando a gente percebe que ela é apenas uma.

Espero muito que vocês gostem, um super beijo e até o próximo post!

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