Quando me tratam mal, eu me trato bem e vou embora

Os raios de sol atravessam a cortina fina do quarto, o corpo desperta, os olhos se abrem e um novo dia se inicia. Você escova os dentes, se veste, toma o café da manhã, coloca na bolsa tudo que é necessário para cumprir seus compromissos, abre o portão e caminha até a primeira responsabilidade do dia. No meio do caminho, você se esbarra com algumas pessoas, mas não recebe um bom dia sequer. Até que finalmente chega ao trabalho e se depara com a recepcionista de cara fechada, cuspindo fogo e se negando a sorrir, seja para quem for. Na hora do almoço, caminha até o restaurante mais próximo e fica cara a cara com um vendedor mal-humorado, que nem parece que precisa de clientes para sobreviver. Entendo que a vida anda amarga, mas cultivar a negatividade só torna tudo pior.

Tem gente que fica de mau-humor quando acorda cedo, quando dorme demais ou quando perde a hora. Tem gente que não gosta de gente, nem de ficar sozinho. Tem gente que briga no trânsito, na fila do banco, no supermercado ou na mesa do bar. Tem gente que só fica feliz com sacolas nas mãos. Tem gente que não ama, mas que não vive sem amor. Tem gente que não sabe sorrir. Enfim, tem gente que acorda amarga e vai dormir azeda.

Evidentemente, todo mundo tem o direito de acordar com o humor atravessado, sem vontade de sorrir e não se sentir bem com o mundo, de vez em quando. Tem dias que a vida vem com muita força e somente a braveza será o que nos restará. Entretanto, há um limite para o quanto nos demoramos no amargor de nossa vida, o qual, caso se extrapole, acabará por nos afastar de tudo e de todos que poderiam nos ajudar a sorrir de novo.

Ninguém é tão sortudo a ponto de não encontrar um mal humorado pela frente, que chegará soltando farpas, fechará a cara e estará pronto para ser rude com a gente, mesmo que não tenha motivos. De mal com o mundo, essas pessoas tentarão ofuscar a felicidade do outro, trazendo infelicidade por onde passarem, pois nem mesmo se aguentam. Caberá a nós, portanto, não nos deixarmos ser atingidos pelos raios das tempestades alheias.

Não é fácil conviver com quem só sabe ser rude com todo mundo, sendo que ninguém merece ser alvo de agressões que não têm nada a ver com sua vida. Caso tenhamos que conviver em ambientes de trabalho, por exemplo, com gente assim, o melhor é ignorar, fazer-se de surdo, caso contrário, ficamos doentes. Mas, se a convivência não for obrigatória e alguém lhe tratar mal, se trate bem e vai embora. Fugas estratégicas nos salvam.

Espero muito que vocês gostem, um super beijo e até o próximo post!

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