Existem pessoas lindas por trás das fofocas que fazem sobre elas

Estava sentada em uma praça qualquer quando Luana sentou-se ao meu lado e começou desabafar, falava-se sobre as definições de Lara, que segundo ela, não era quem se mostrava ser e por conta disso não merecia confiança. No mesmo instante, João e Lucas caminharam entre os bancos, em tom alto julgavam o modo como Luis enxergava a vida. Definições que se alteram de acordo com quem as vê, palavras de impacto, fruto de experiências vividas. Será que deveria ver Luis e Lara com os mesmos olhos só por ter escutado tais definições? Porém, como poderia defini-los apenas pelas palavras ouvidas se nem sequer os conheço? Talvez devesse explorar quem eles realmente são sem dar ouvidos ao que dizem a respeito deles. Afinal, existem seres humanos lindos por trás das fofocas que fazem sobre eles.

Portas se fecham e se revestem de definições vagas, afastando oportunidades profissionais e pessoais. Quantas vezes algo tão importante ficou diante de nós e simplesmente deixamos passar. Daí, já foi, já era, não volta mais. Dentre tantos desperdícios, encontramos um recorrente que vem a ser o que diz respeito às pessoas que ignoramos, sem nem conhece-las direito, por conta das impressões que outros tiveram e que não são nossas de fato. Deixamo-nos impressionar pelo que os outros vêm nos dizer, tanto de bom quanto de ruim, sobre alguém.

Embora cada pessoa tenha seus próprios afetos e desafetos, por motivos que geralmente se relacionam tão somente a razões pessoais, muitas pessoas costumam expor suas opiniões sobre os outros a quem lhe der ouvidos e isso atrapalha o discernimento de quem ainda não conhece de perto o foco das fofocas em pauta. Por vezes, ninguém consegue explicar direito o porquê de gostar ou não de algumas pessoas, pois sentimentos são subjetivos e muitos deles indecifráveis. Existem pessoas que queremos bem longe, porque de alguma forma elas refletem o mal em nossas vidas, outrora, encontram-se aquelas com quem não simpatizamos de jeito nenhum, mesmo que nada nos tenham feito. Sobretudo, devemos evitar criar expectativas sobre um indivíduo, a partir do que alguém nos diz sobre ele.

Perceba que aquilo que desagrada alguém pode não nos desagradar, ou seja, os motivos que levam uma pessoa a não gostar de outra, não precisam necessariamente os seus motivos, tão pouco suas definições sobre aquele alguém. O que é engraçado para alguns, pode não ser para outros. O que é desagradável a uns, pode ser prazeroso para outros. Por isso, deixe-se aprofundar em um pequeno momento com alguém que já foi descrito de maneira negativa por um terceiro, nesse instante, você pode se encontrar em um maravilhoso encontro e perceber que sua experiência diante aquela pessoa pode ser totalmente diferente. Se levar pela opinião de terceiros faz com que a gente deixe de conhecer muitas pessoas, que para nós podem ser raras.

Preste atenção em conselhos alheios em certos momentos, porém, saiba existirá situações que somente você pode experimentar, vivenciar de perto e tirar suas próprias conclusões, ou sua vida estará sempre a mercê da vida dos outros. Somos seres flutuantes, manifestamos quem somos de acordo com o que está diante de nós, e por isso, não merecemos receber caixinhas repletas de julgamentos. Diria que a melhor parte da vida está nestas experiências tão diferentes, em ter a capacidade da definição, em reconhecer que o que é bom para nós pode não ser o ideal para o próximo e tudo bem, isso elimina os momentos monótonos do mundo. Se tudo fosse igual, estagnado seria, passageiro e esquecível.

Compartilha com a gente: você já ouviu algo sobre alguém e quando o conheceu mudou totalmente a visão que tinha?

Espero muito que vocês gostem, um super beijo e até o próximo post!

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