Se casou, e agora, quando vem os filhos?

Estava assistindo um vídeo da Chata de Galocha nesta semana e nele dizia que as maiores mudanças da nossa história acontecem após uma dificuldade, é como se precisássemos enfrentar uma última batalha para alcançar aquilo que almejamos, dessa maneira, valorizamos o que conseguimos, se não existisse as circunstâncias qual valor daríamos para as conquistas? Um misto de emoções consome nosso ser quando uma metamorfose está prestes a acontecer, isso pode ocorrer no primeiro dia de aula, ao conhecer alguém especial, ao sair de casa ou quando decidimos que está na hora de gerar uma nova vida. Todos os passos da minha trajetória não foram planejados, de uma forma natural tudo se construiu e até hoje sigo assim, acreditando que o melhor que podemos fazer é viver um dia de cada vez. Mas, isso não me deixa livre dos questionamentos. Quando estamos solteiros, alguém sempre diz que devemos conhecer alguém, ao namorar, os palpites sugerem o casamento, após o sim, uma nova pergunta se forma: e os filhos, quando vem?

Do mesmo jeito que a minha personalidade, dia a dia e gestos são diferentes dos seus, meu tempo também é. O relógio de cada ser humano é singular e funciona de uma maneira. Me casei aos dezoito anos, mas poderia ter se casado aos quatorze como minha mãe ou aos vinte e três como minha sogra, poderia ser mãe aos vinte e seis, trinta  ou escolher não ser. Se toda história fosse igual, esse universo seria tão opaco, então porque não escrever várias versões?

A chegada de uma criança gera um grande impacto, não só na relação com o companheiro ou na rotina, como na vida social, acadêmica e principalmente na conexão com nós mesmos. Apesar dos palpites ou dos desejos ao nosso redor, essa decisão mudará nossa história, os nossos dias e quem somos, por isso, deve acontecer e ser decidida entre o casal. Um lado metódico aparece quando penso nesses assuntos, mesmo que a situação seja inesperada, penso que devemos tomar frente e nunca fugir das responsabilidades. Antes de querer me tornar mãe, me questiono sobre alguns fatores – que deveriam ser refletidos por todos antes de escolher gerar uma vida.

Sem pensar, mulheres se tornam mães para salvar casamentos, por descuido ou para resolver alguma situação em sua vida. Antes de querer entrar para o mundo materno, pergunte-se no seu interior: por que você deseja ser mãe? Filho não resolve nenhum obstáculo, ao contrário, eles podem criar situações que apenas a vontade real de ser mãe pode superar. Se esse desejo se torna presente por solidão ou para melhorar o casamento, repense e veja que essa não é a melhor escolha.

Quando penso no mundo materno, logo me questiono se estarei preparada para abrir mão da minha rotina. Que um filho implica em diversas mudanças na vida dos pais, todo mundo sabe. Mas, já parou para pensar nas mudanças pequenas e profundas que isso pode acarretar? Esteja preparada para abrir mão de uma noite inteira de sono ou de acordar mais tarde no domingo. Lembre-se, que principalmente no início o seu tempo vai estar diretamente ligado ás necessidades do seu filho, então nada de banhos longos, cinema ou horários livres. Todo sacrifício vale a pena, desde que você saiba que eles são necessários.

Algumas pessoas gostam de viajar, arrumar a mala e sair sem destino, de programas que deixem sua adrenalina no seu nível mais intenso, ou não abrem mão de uma festa no final de semana. Quando se escolhe gerar uma vida, principalmente nos primeiros meses, momento em que ele ainda depende totalmente dos pais, esses programas terão que ser repensados. Não é necessário abrir mão de tudo, muito menos para o resto da vida, mas é necessário que haja uma reorganização.

Em cada etapa da nossa vida, todo mundo tem uma opinião sobre o que é melhor fazer em cada momento, na maternidade isso parece se multiplicar. Você está preparada para escutar inúmeras opiniões e manter a sua? Ou mais desafiador, está preparada financeiramente para se entregar a este momento? Os futuros papais precisam ter consciência que uma criança gera grandes despesas, se o casal não quer criar dividas futuras, devem planejar e fazer uma organização financeira antes.

Quando esse momento chega, fazemos projeções sobre como cada coisa tem que acontecer, entretanto, não se esqueça que é praticamente impossível que tudo ocorra exatamente como o planejado. Por se tratar de uma nova vida, esteja preparada para as mudanças que seus planos podem sofrer. Há pessoas que passam anos planejando um instante e acabam congeladas no mesmo lugar, quando percebem a vida já passou. Seja consciente, mas não exite em se arriscar. Lembre-se as melhores coisas vêm com as maiores mudanças.

Quando você pensa nesse momento, qual é sua primeira reflexão?

Espero muito que vocês gostem, um super beijo e até o próximo post!

36 Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *