ME: Entre Chaves, com Vanessa Brunt.

Vanessa Brunt, que se descreve como uma apaixonada por metáforas, por detalhes e por sentir. É uma literata nascida em Salvador, no ano de 1995. Apesar de compor, escrever contos, frases e textos diversos, foi principalmente pelas poesias que a autora passou a chamar a atenção no campo literário, no entanto, suas crônicas conquistam ainda mais corações pela rede. E é sobre isso que o Minuto da Entrevista vai falar hoje! 🙂

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1. Como começou sua história?

A resposta para essa pergunta engloba um universo de fatores. Vamos sentar, porque lá vem textão! Começo então pelo que sempre esteve aqui. Pôr os meus sentimentos em palavras foi, desde os primórdios, a forma mais tranquilizante que encontrei para desabafar e reler a mim mesma, as pessoas e o mundo. Não posso definir a idade exata (e nem o quando) em que passei a transpor os meus pesares e glórias em letras, simplesmente porque foi uma necessidade natural, foi a terapia que descobri obtendo desde cedo. Os meus pais costumam dizer que aos 9 anos escrevi a minha primeira poesia (por ter sido a primeira que eles lembram ter lido) e que foi naquele momento em que “não parei mais”. Escrevia peças de teatro para que as outras crianças do meu condomínio apresentassem (e elas sempre terminavam com alguma “lição de moral” sobre o que eu estava vivendo e queria repassar) e vivia imersa nas palavras e na escrita diariamente. Sempre necessitei bastante desabafar e sempre conversei muito com amigas e afins, mas escrever é o meu refúgio diferenciado, é aquele silêncio barulhento que nos fala o que só nós podemos dizer, sem saber tanto que podemos. Acho que a caminhada maior foi a de desvendar os gêneros com os quais mais havia identificação para que eu escrevesse e, apesar de amar liberar meus sentimentos em diversos formatos escritos, sinto-me muito grata a minha própria estrada, por ter tido a clarividência de que nas poesias e nas crônicas que mais encontro a mim (apesar de amar demais escrever ficção, mas nesse caso é hobby, e meus escritos cotidianos são exigências e emergências do meu ser).

Tentando resumir, já que os fatos são diversos: Eu costumava esconder o que escrevia, só mostrando para os mais próximos ou nem isso. Mas aos 13 anos alguns professores descobriram poesias e textos no meu caderno (eu separava as últimas folhas para escrever quando estivesse no colégio) e começaram a colocar trechos em questões e/ou aberturas de provas. A partir daí, os colegas foram descobrindo e pedindo para que eu fizesse um blog. Então, criei um. Ele não existe mais, só que lembro bem. Continha apenas textos e poemas, eu mal divulgava e os acessos cresciam, o que foi me incentivando. Eram 300 acessos por dia – ou mais – e já achava isso algo gigantesco na época. Mas mesmo se isso não tivesse acontecido ou se não tivesse tido apoio dos meus pais, iria prosseguir com o blog por poucas ou muitas pessoas lendo. Saber que alguém estava encontrando releituras internas a partir do que também me ajudava, já era o bastante. E tem que ser! Depois de dois anos, comecei a receber convites de editoras baianas para lançar livros, mas o enfoque aqui na Bahia são obras didáticas, então resolvi esperar um pouco antes de decidir. Passei a participar de concursos poéticos, por achar interessante conhecer outros escritores e afins, e ganhei em cada um. As editoras passaram então, a entrar em contato a partir desses concursos e foi assim que a angulação profissional começou.

Os meus primeiros livros não foram muito premeditados (foram coletâneas com outros autores, nas quais fui a autora principal. Sempre com poemas escritos antes de raciocinar lançar algo). Passei a lançar os livros pelo impulso da minha percepção de ter descoberto quantas pessoas estavam sendo acolhidas pelos meus escritos, quantos corações estavam sendo ajudados através da identificação e quantas mentes estavam refletindo junto comigo de uma maneira que eu nunca havia imaginado. Essa troca evolutiva, esse afago e esse cutucar de feridas que nos engrandece, foi o ponto mais mágico de tudo, e ainda é. Aceitei, na época, participar de coletâneas por conta dessa sensação de ter pessoas (meus leitores) compartilhando das mesmas teses que as minhas. Isso causou uma imensa vontade de alcançar o máximo de indivíduos que eu pudesse, e fui observando que lançar livros é uma das melhores maneiras de tornar isso algo mais real.

Falando do Sem Quases:

Ao abordar a minha “história atual”, não posso deixar de lado o que ela abrange também, que é o Sem Quases. Já que ele é, na verdade, parte de tudo isso. Depois de um tempo lançando livros, reparei que eu tinha temáticas sobre as quais desejava falar e que não tinha como simplesmente lançar obras as desenlaçando. Via pessoas falando que “acharam tal filme chato” simplesmente porque “é difícil de entender”, “é muito cheio de simbolismo”… e aquilo me entristecia demais, porque sempre fui louca por analisar entrelinhas e acho que essa é sempre a maior riqueza de qualquer arte. Como costumo ratificar: Nenhum tesouro do fundo vai estar realmente no fundo se não passa pela superfície. E a superfície, é muitas vezes o significado daquele do movimento daquela mão, que deixamos passar por achar que era algo comum. Mas nunca é. As entrelinhas são as implicitudes que surgem como clarividências para quem caça ir além. Então reparei que precisava de um meio para ir além dos meus escritos e compartilhar essas análises para que mais pessoas pudessem refletir através delas e passassem a aguçar também visões. Vejo tantos clipes com metáforas que acrescem imensamente as lições trazidas pelas letras, e não observo quase ninguém comentando sobre tais minúcias. Foi essa a base que fez o Sem Quases surgir: a de aprofundar cada reflexão que está além do literal. “Explicar” os filmes, as séries, os clipes, as letras de músicas, os livros e por aí vai, é uma forma de também aprender mais durante o processo de escrita. É uma forma de descobrir sobre o que quero escrever e nem sabia, sobre o que estou sentindo e ainda não havia definido/entendido. Por isso digo para os escritores de plantão: criar um blog e falar sobre algo que vai além do que você já escreve, mas que também tem a ver com as suas intensidades, é uma das melhores maneiras de ser sincero consigo e encontrar mais do que precisa levar para as letras.

2.Seus textos são incríveis, de onde vem toda sua inspiração?

Ai, que lindeza! Obrigada por esse elogio, Ka. É maravilhoso saber que mergulha assim em cada sentimento expelido, que ficam mesclados os nossos corações. Bom, a minha maior inspiração é sempre o que sinto, e dentro disso circulam todas as outras. Ninguém tem apenas uma inspiração, tudo sempre é uma teia. E na minha cabem as pessoas, os relacionamentos, as memórias… tudo o que observo, tudo o que fica aglomerado nas bagagens. Sempre converso muito com as minhas amigas, capto os pontos mais íntimos do que elas estão passando – seja algo positivo o negativo –, e é uma forma de encontrar identificações e/ou outros possíveis lados de semelhanças com o que estou vivendo ou vivi. Então ouvir músicas com letras bacanas, ver filmes, séries, conversar de formas reflexivas: ler histórias! São formas de passar por um processo de aprofundamento também, que depois desaguo em letras. O que recomendo para todas as pessoas que produzem conteúdo ou que são escritores, é que analisem tudo e falem sobre isso. Se saiu de um filme que achou ruim, saia dele pontuando o que foi ruim e bom, as reflexões que encontrou mesmo no meio de pontos negativos. Converse com alguém sobre tudo, aprofundando e buscando lições a partir de cada fator!

O fato é que escrevo sempre sobre algo que está à flor da pele: algo que passei ou que vi alguém passando e mexeu comigo de alguma maneira, que teve encontro com o que sinto também. É claro que algo que passei há anos também irá interferir no que vou escrever. Irá ser mesclado, obviamente, com o que estou sentindo. Como já disse anteriormente, a minha paixão é ler gente e entender mais de mim e dos outros através dos meus desabafos escritos, é observar que tantos peitos encontram fragmentos deles no que passei, no que li de mim e de alguém, e que assim, passam a ler mais de si também. Claro que quando escrevo algo que sai um pouco das minhas crônicas e poesias (nas quais escrevo sempre sobre fatores reais), como uma estória (o que é mais raro), as inspirações são mais voltadas para desejos utópicos meus, porém sempre há pedaços de seres, lugares e dias reais inclusos em tudo o que transponho em letras. A maior graça de uma arte é a verdade, até quando se cria grande porcentagem. Se não está acreditando naquilo, pondo e achando pedaços de si, se aquilo não acresce as suas crenças e os seus entendimentos, de nada valerá.

3. É difícil receber a oportunidade de lançar um livro? 

Atualmente o capitalismo e as buscas das editoras por números acima de talentos têm tornado mais complicada para novos autores a possibilidade. Mas sempre existem diversos caminhos. Você pode lançar um livro de forma independente, começar criando público em um site de compartilhamentos para esse tipo de vertente (como o: https://www.wattpad.com/) ou fazer algo ainda mais informal até que os caminhos passem a ter mais enlaces. O importante é começar a compartilhar, porque aquilo pode ser a salvação do dia de alguém, assim como foi a do seu (que escreveu). Mas para um livro ir para as grandes livrarias, é necessário que uma editora faça a mediação, então é preciso um processo (pago ou não: geralmente pago quando a editora não é grande) ou convite para que isso ocorra. Já dei algumas dicas e explicações sobre isso em um vídeo lá do canal e mesmo não divulgando tanto nosso canto do Youtube ainda (já que não atualizo como o blog), peço para deixar o link, porque pode servir de clarificação:

4. Atualmente existem milhares de youtubers, inclusive vários deles estão escrevendo seus próprios livros. Porém, sabemos que em muitos casos os textos redigidos não são escritos pelos mesmos, como você enxerga essa falta de comprometimento da parte deles, já que essa oportunidade é o sonho de tantas pessoas? 

Sobre essa temática tenho muito o que dizer. Para começar, não ponho crédito naquele argumento que emite a seguinte afirmativa: “Ela(e) é muito nova(o), nem tem sobre o que falar”. Não é aí que o problema mora. A intensidade de uma pessoa e a forma como ela aglomera as experiências, por menores que tenham sido, não chega com determinação de faixa etária, e isso é até um clichê de ser dito. A experiência depende muito mais de quem a viveu e de como sentiu do que dela mesma. Existem pessoas com 40 anos que nunca viveram a intensidade que uma menina de 15 está achando viver. E talvez essa de 15 descubra que aquilo era pequeno demais diante de tudo o que ela viveu depois, mas naquele momento, naquela densidade, se ela escreve, se ela realmente tem as palavras como forma de encontro consigo, ela não vai estar sendo uma pessoa de 15 anos, ela vai estar sendo um coração falante, sem idade, sem discriminação. E assim diversos outros seres poderão se identificar, mesmo que passando por histórias ainda mais maduras e totalmente diferentes. Maturidade é algo relativo e não devemos julgar sem ser em pontos específicos e já estudados em cada um. Até hoje me identifico com textos que fiz com 13 anos e sinto que falei exatamente o que precisava falar no ‘agora’. Então essa questão de idade não é tese para o caso.

Saindo dessa primeira parte, vem a crítica do que já citei. A questão que me incomoda nesses lançamentos é que geralmente essas pessoas não são escritores, não tem nas palavras a sua maior fonte de urgência. É claro que todos podemos (e devemos) escrever, mas a diferença é a paixão e a “necessidade” constante sentida. Cada um terá o seu meio de encontro e é necessário mesmo que tenha, é preciso que todos mergulhem em algum tipo de conversa consigo, em alguma forma de arte para além de qualquer troca direta com outro ser. Conversar com alguém é fundamental, mesclar cargas de vida é fundamental, mas tanto quanto, é também ter esse intermédio de “você com você”, que só surge através de artes. Precisamos descobrir qual a forma de terapia própria que mais nos aproxima de profundidades assim. Para alguns isso acontece através do ato de desenhar, para outros através da dança, para outros através da escrita e por aí vai. O que acontece é que diversos desses youtubers não têm tal encontro com a escrita, mas sim com os vídeos e/ou outras formas de expressão que não sabemos sobre eles. E isso é incômodo, absurdo e triste, sendo eles os “escritores” das obras ou não.

Só existem duas vertentes para que você lance um livro sendo algo justo: ou você é escritor ou você é especialista sobre algo (ou estudante) e deseja (ou acha importante) compartilhar sobre. Exemplo: um médico que descobre novas teses; um jornalista que deseja compartilhar relatos; alguém que viveu uma experiência intensa e rara e assim por diante. Nesses segundos casos, essas pessoas costumam contratar escritores, ainda assim, para deslindar melhor o que desejam dizer, já que seus encontros de expurgamentos não são diretamente nas palavras; essas pessoas não vivem em aprimoramentos e emergências para com a escrita. E então, o nome do escritor estará na capa em conjunto. O fato de diversos youtubers, blogueiros e afins, estarem ocultando essa pessoa que destrinchou as linhas para os livros, é algo totalmente abominante para mim. Afinal, ali está também um pouco das verdades daquele outro ser em entrelinhas, são cargas além, por mais que o escritor seja respeitoso para contar de forma imparcial. Nunca é possível não jogar um pouco de si nas construções das letras.

Mas o que me indigna mesmo, com um coautor ou não, é o fato de pessoas que não são escritores estarem lançando livros apenas por questões mercadológicas. Se eles lançarem um livro sobre técnicas de gravação, sobre fatores que não “desabafos”, menos mal. Mas não é o que ocorre. Eles costumam falar sobre questões que não costumariam escrever se não fossem lançar um livro. E aí que fica a questão: se a pessoa escreveria aquilo para lançar ou não, então é válido que escreva e lance! Fico a indagar: “Por que não falou tudo isso em seus próprios vídeos, já que neles é que você realmente faz maior conexão consigo?”. Eles escreveriam aquilo para um roteiro de vídeo, e não para ter em um caderno. Ter uma história para contar ou alguma mensagem para passar não é suficiente para se autointitular escritor, é preciso que a escrita seja a sua arte e, na maior parte dos casos, o que vejo ocorrendo é que não é a deles.

5. Qual a maior dificuldade de se escrever um livro? 

Isso é bastante relativo, porque depende tanto do autor, como do gênero. Escrever crônicas/textos, contos e poemas, para mim, é algo impulsivo e natural. A maioria dos meus livros é uma reunião desses escritos que ocorrem como respirar. Mas estou há mais de um ano escrevendo uma obra de ficção, por exemplo. Conto a estória para mim e acabo “descobrindo” mais dela, encaixando ali algo novo que vivi, reformulando os enlaces dos detalhamentos. Sou muito perfeccionista e nunca sinto que a estória está totalmente preenchida. E enquanto isso, sei que tem pessoas escrevem seus livros de ficção com imensa leveza, “rapidez” e afins, mas não conseguem escrever uma crônica ou um poema com mesma facilidade. Então, dicas para ter menos dificuldade: saiba bem qual gênero tem mais a ver com você, não tenha medo de transformar tudo em um poema se é nesse tipo de escrita que se identifica! E finalize a obra antes de buscar uma editora ou de anunciar em algum lugar. Porque a pressão para finalizar, a agonia de “ter que ser logo”, essa sim, é uma grande vilã para qualquer escritor e pode fazer com você perca oportunidades por acabar em impasses péssimos em meio a esse tipo de produção “desesperada”.

6. Tem planos ou projetos para algum lançamento em breve? 

Sim, o livro “Depois Daquilo”! Estou loucamente ansiosa! Irei anuncionar no Sem Quases em breve as datas de lançamentos.O DD é uma união de muitas crônicas e frases, com pitadas de poesias que brincam com a escrita de algumas palavras. É um pouquinho de tudo o que tenho vivido, entendido e analisado no último ano. São questões sociais, amorosas, de outros tipos de relacionamentos e mais. Foram muitas lágrimas, risos e revoltas durante o processo de escrita. O que mais tem me deixado ansiosa para que os meus leitores tenham logo em mãos, é justamente o fato de ser o meu primeiro livro a ter crônicas e frases em grande quantidade! O dinamismo da obra, mesclando a variedade da minha escrita, dos menos aos mais extensos, dos ditos “mais rebuscados” aos “de linguagem mais cotidiana”, é o que está mais causando fervor em mim. O fato, como acho imprescindível ratificar, é o de que nunca coloco uma palavra ou vírgula sequer para impressionar ou cativar intencionalmente nos meus destrinchares, isso seria forçar, e esse tipo de tentativa tira a verdade que existe em uma arte. Deixo que as palavras saiam como a sensação ordenar, e acho que no Depois Daquilo essas diferenciações de uma forma de expelir para outras, ficam ainda mais nítidas, já que estou indo para além das poesias como base principal em um livro.

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7. Em qual momento você percebeu que era isso que você queria seguir?

Sempre soube que desejaria fazer algo relacionado a escrita, mas não pensava em lançar livros até os meus 14 para 15 anos. O que me impulsionou a desejar esse seguimento mais profissional foi justamente o que falei lá no começo: a importância dessas trocas evolutivas que ocorrem entre leitor e escritor. Sempre existirá alguém precisando daquelas palavras, assim como você (escritor) precisou as jogar no papel. Sempre existirá alguém para ler aquilo de uma maneira surpreendente, para entender cada palavra encaixando na própria história, e isso é mágico. Quando as minhas palavras saem para o papel, elas são minhas, foram minhas, ajudaram para que eu fosse mais de mim, e então precisam continuar os caminhos, porque no fim das contas, são de muitos outros corações. Precisam ser reformadas por eles.

8. Por você estar construindo uma carreira agora, você já recebeu propostas para vender suas histórias? 

Sim! E isso é muito louco, Ka! Já recebi e-mails de pessoas querendo comprar frases minhas (para colocar na autoria delas, acredita?). É um grande desrespeito. Não me negaria a fazer uma frase para um projeto ou criar algo bacana para ajudar em algum caso assim, mas “vender” um sentimento, é trágico. Sempre fiquei indignada por receber cartas de mensagens copiadas e coladas, sempre fui encantada por receber um “lembra daquele dia em que caímos daquela escada e rimos até aquele seu tênis cair na sua cabeça?”. As pessoas precisam lembrar que a mágica de fazer uma carta, de falar algo para alguém, de produzir um texto sensível, está sempre nas “piadas internas”, nas entrelinhas, no que parece que foi único, e foi de alguma maneira. É claro que podemos nos identificar com uma música, um texto ou uma frase e a sentir como nossa, e é o que eu mais adoro nisso tudo. Saber que aquele texto meu vai virar um texto daquele leitor e que cada palavra será parte de uma história que ele viveu, é incrível! Mas não existe pior traição do que desejar que na sua própria história ou relação com outro, sejam utilizadas linhas sem fatores singulares, sem que sejam escritos com detalhamentos (e aqui falo metaforicamente também) por quem viveu. Uma das piores traições em um relacionamento, por exemplo, é utilizar “brincadeiras” de outro relacionamento, naquele. A arte de um autor pode ser sua, pode ser tudo o que você queria dizer e você pode usar para milhares de situações, fatores e afins, mas respeitar os créditos é fundamental e tentar a partir daquilo se inspirar para enxergar além e produzir além, pode ser sim bacana. Alguma singularidade do autor está ali, algo que talvez você não tenha reparado, porque encaixou as suas, e isso é o ponto que torna aquilo sempre seu, mas também dele simultaneamente. Se quando lemos algo, descobrimos mais de nós – quando encontramos a nossa forma de terapia em arte e debruçamos nela esses desabafos, encontramos ainda mais.

9. Qual mensagem você deixa para quem tem o sonho de lançar um livro? 
Comece. Comece agora mesmo! Não atrase os caminhos, eles precisam existir para que os atalhos venham depois. Tudo o que começa, vai virando teia. Tudo o que fica guardando, vai ficando preso em teia morta. Vá abrindo portas como puder, queira a interação acima de qualquer outra coisa. Tenha relação com os seus leitores e o resto ficará mais fácil. Crie um blog ou o que for, e compartilhe. Lembre que alguém no mundo pode estar buscando as suas palavras sem sequer saber; que cada linha pode mudar a vida de outra pessoa. Mesmo que digam “não”, as cargas do que você escreve, se essa for a sua arte, a sua verdade, a sua forma de terapia, já é “sim” para diversos corações. Se foi escrito com sinceridade, com necessidade, com pesos saindo das costas, já é “sim”! Após essas etapas de proximidade já iniciada, enlaces irão ocorrendo, seu nome irá ecoar de alguma maneira. Então, em paralelo ou após, termine a sua obra e planeje. Escolha os caminhos. Se for lançar com editoras, veja o vídeo que indiquei mais acima e siga o que achar mais próximo dos seus sonhos. Se não houver alguma editora disponível: lance suas obras como e-books independentes, o que for, mas comece, que o resto só vem para quem tem coragem de ir mais perto da linha. Quanto mais produto fizer, mais perto de novas realizações estará. E se for lançar de forma independente, não deixe de criar também uma plataforma só sua para uma conexão maior com quem irá ler. O que você escreve é único, mesmo que em algum momento pareça só baboseira. O seu feito pode ser o pontapé para iniciares de muitas outras vidas. Mas quem fica esperando o barco chegar em vez de nadar, se afoga. E quem nada, pode encontrar no caminho um navio muito maior do que imaginou.

Detalhe: Ah, e se lançar com alguma editora, por maior que seja, contrate um advogado antes de assinar o contrato e organize direitinho como irá receber as planilhas de vendas das livrarias de forma confiável. No começo, costuma ser investimento e eles são necessários para que não ocorram perdas injustas depois.

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Vocês não fazem ideia do quando é gratificante para mim poder trazer histórias tão incríveis para o blog. Conheci a algum tempo o trabalho da Vanessa Brunt e fiquei encantada com tudo que vi, é realmente sensacional a forma que ela se aprofunda e traz seu trabalho de uma forma tão leve e com tanta qualidade e conteúdo. O blog dela é um encanto! Agradeço muito por ela ter aceito participar, a cada resposta sua passei a te admirar ainda mais. Só posso te deixar coisas boas e muito sucesso, porque você merece. <3

Espero que vocês gostem, um super beijo e até o próximo post.

82 Replies to “ME: Entre Chaves, com Vanessa Brunt.”

  1. realmente ela arrasa concordo com umas coisas que disse e olha sou apaixonada por gente assim que faz acontecer 🙂
    beijos

    https://loucaapaixonada22.blogspot.com.br/

    1. Me apaixono por pessoas assim também, que corre atrás do que quer! ❤

  2. CAMILLE SANTOS says: Responder

    Que incrível!!! Quanta humildade e sabedoria. Sou louca pelo Sem Quases e pelos textos da Brunt e não poderia ter melhor escolha pra uma entrevista. Cada resposta dela é tão motivacional, intensa e inteligente, do jeito que ela sempre mostra ser, né? Ela é bem diferente de todas as blogueiras e de escritoras contemporaneas e saber que voce conhece o trabalho dela assim e que trouxe pra o seu blog, ja torna esse espaço mais especial e faz com que eu admire seus conteudos ainda mais. Você sempre traz temas diferentes e ajuda em reflexoes, e agora trouxe ainda mais, nao pude deixar de comentar nesse post. Adorei muito!

    1. Own, Camille! Não sabe a alegria que fiquei ao ler seu post, é isso que quero sempre trazer aqui para o blog. A Vanessa merece todo reconhecimento por ter palavras tão intensas,uma profundidade enorme e uma humildade sem tamanho! Amo acompanhar seu trabalho. ❤

  3. Ela deve ser um poço de simpatia né? super fofa. UM BEIJO♥

    blogcoisasdamaandy.blogspot.com.br

    1. É sim, Amanda! De uma humildade e simpatia indescritível. ❤

  4. Ela e otimaaa
    parece muito determinada
    achei super simpatica
    adorei conhecer mais sobre ela
    Grande beijo
    http://www.zilandrarodrigues.com.br

    1. Fico feliz por você ter gostado! ❤

  5. Não sabia que tinha chegado no ponto de pessoas que querem comprar frases para dizer que foram de autoria delas?
    Muita falta de respeito.
    Gostei muito da entrevista e das capas dos livros.
    Beijos

    1. O caso mais conhecido é do Stallone né? Queriam o roteiro dele, ofereceram um valor super alto e ele não quis, ele queria participar do filme. Acho que isso acontece muito. ❤

  6. Olá, Kaila. Olá, Vanessa.
    Gostei muito da entrevista e de conhecer um pouco mais sobre a autora e o trabalho dela. Já visitei o site dela antes, mas não sabia, ou ao menos não recordava, do livro publicado.
    Excelente postagem.

    http://www.desbravadordemundos.com.br – Participe do top comentarista de setembro. Serão três vencedores, cada um ganhando dois livros.

    1. Fico feliz por você ter gostado! ❤

  7. Não conhecia a Vanessa, obrigada por a teres dado a conhecer! 🙂
    Completamente insano as pessoas quererem pagar para usar as frases dela… Beijinhos

    O diário da Inês | Facebook | Instagram

    1. Pois é, fico feliz por você ter gostado Inês! ❤

  8. eu não sabia que ela tinha livros publicados com contos.
    Eu sempre leio alguns de seus poemas.
    E ela deu ótimas dicas para quem quer começar.
    kisses

    1. Ela escreve poemas lindos! ❤

  9. r. Sim sem duvida e quando temos muita coisa para fazer nem sabemos qual o lado que nos viramos!

    Não a conhecia mas adorei pois parece ser uma pessoa determinada e principalmente super simpática!
    Beijinhos

    https://annahandtheblog.blogspot.pt/

    1. Ela é mesmo, Ana! Você vai amar conhecer um pouco mais do trabalho dela. ❤

  10. Meu Deus… quando ela nasceu eu já tinha 15 anos ! Abafa ! Kkkkk.

    Adorei a entrevista !

    Beijo !

    | O Blog Que Não é Blog |

    | Instagram: @aquelenaoblog |

    | Julinha e os Vídeos – Canal do Youtube |

    1. Hahahaa ❤
      Que bom que gostou Anna.

  11. Eu acompanho o blog da Vanessa, não sabia que ela tinha um livro lançado, que legal.
    Gosto muito da escrita dela =)

    Blog.
    Facebook.

    1. Ela arrasa, né? ❤

  12. E quanto mais vou conhecendo a Vanessa, mais admiro a pessoa que ela é. Só posso desejar muito sucesso sempre em todos os seus sonhos e projetos Van! Sua simplicidade e talento te diferenciam sem dúvidas <3

  13. Gostei muito da entrevista da Vanessa e também não sabia que ela tinha livros publicados. Estou sempre lendo os seus textos e adoro. 🙂

    Um beijo,

    http://www.purestyle.com.br

    1. Que bom que gostou, Fer! Ela tem textos incríveis. ❤

  14. Ela parece ser muito fofa, adorei a entrevista.
    Beijooos.
    http://www.amordeluaazul.com.br

    1. Fico feliz por você ter gostado, Le! ❤

    1. Arrasa mesmo, Ma! ❤

  15. Nossa, nem acredito que nunca li nenhum livro dela, pois parecem ser maravilhosos, e ela parece ser uma pessoa muito querida. Amei a capa do livro Depois Daquilo 😀

    1. Ficou incrível, ela é incrível. ❤

  16. Eu adoro ela, amo o blog dela! ❤
    Ela é muito fofa.
    Beijos.

  17. que legal. não conhecia ela, mas parece ser bem bacana. gostei ♥

    Beijinhos
    n. // http://www.fashionjacket.com.br

    1. Fico feliz por você ter gostado! ❤

  18. Gostei demais da entrevista. Eu amo o blog dela, ela escreve perfeitamente bem e seus textos são lindos demais!!
    Esse último trecho do livro é lindo demais.
    Beijos
    BlogCarolNM
    FanPage

    1. É mesmo, Ca! Que bom que gostou. ❤

  19. Ah eu adoro ela, sempre visita meu cantinho! fora que eu amo a escrita dela > http://www.seteprimaveras.com

  20. Vanessa é linda demais!! Escreve tão bem, muuuuito textão mais muita verdade por trás de suas palavras sinceras e doces ♥
    A capa do livro novo ficou linda, adorei esses pensamentos do final do post 🙂
    bjoka http://diadebrilho.com

    1. A capa ficou incrível, mesmo. Fico feliz por você ter gostado! ❤

  21. Nossa, como ela começou novinha! Lindos os trechos que selecionou e gostei das dicas que ela deu.

    Beijos/Xoxo.

    Anete Oliveira
    Blog Coisitas e Coisinhas
    Fan Page Coisitas e Coisinhas
    Instagram

    1. Fico feliz por você ter gostado, viu? ❤

  22. Não a conhecia, mas gostei da entrevista. Vou procurar saber mais sobre os livros dela.
    Beijos

    1. Acho que você vai amar! ❤

  23. Que simpatia ela deve ser otima para senta e conversa!
    Fica com deus sua linda juizo no corpo e na alma,
    Um beijo da Ju Margarida.
    Ei venha me ver mais vez em to te esperando la no blog moça

    BLOG:
    http://www.politicamenteincorreta.com/

    1. Sim, de uma simpatia sem igual! ❤

  24. Olá Kaila, interessante a história da Vanessa. Não a conhecia, mas sucesso pra ela e pra você também…
    Simplesmente Princesa
    Fan Page
    Abraços e sucesso sempre

    1. Muito obrigada, Márcia! Tudo em dobro. ❤

  25. Não conhecia ela ainda, mas gostei muito de saber um pouco mais sobre ela! Super concordo com o que ela falou sobre os livros dos youtubers e adorei o que ela falou também de como começar a escrever, as dicas. É inspiradora! Amei a entrevista Ka, parabéns <3

    Beijos da Josi ❤ | Para Sempre Julieta

    1. Que bom que gostou, Josi! Fico muito feliz. ❤

  26. Que entrevista linda! Foi ótimo conhecer mais sobre ela e seu trabalho, realmente adorei!

    http://www.leitorasvorazes.com.br/

    1. Fico feliz por você ter gostado, Li! ❤

  27. Que bacana essa entrevista Kaila.
    A Vanessa é muito talentosa, adorei saber mais sobre o trabalho dela.
    big beijos
    http://www.luluonthesky.com

    1. Fico feliz por você ter gostado, Lu! ❤

  28. Linda entrevista. Realmente a inspiração depende pra cada pessoa.
    Beijos e boa semana!

    Jovem Jornalista
    Fanpage
    Instagram

    1. Fico feliz por você ter gostado, viu? Uma ótima semana! ❤

  29. Ah a Vanessa é uma linda!
    Adoro os textos dela, sempre que posso passo no blog dela.
    Trabalho lindo!
    Beijos

    http://www.utilidadebobagem.com/
    Siga o insta do blog: @blogueb

    1. Ela tem um trabalho incrível mesmo! Amo passar por lá também. ❤

  30. Eu adoro a Vanessa! Conheci o blog dela há pouco tempo, mas já li muitas de suas reflexões e fico admirada com tanto talento e simpatia. Ela consegue colocar em palavras muitos dos sentimentos que eu não compreendo e intensificar tantos outros. É muito bom poder conhecer uma pessoa incrível assim melhor. Adorei a entrevista! E admiro muito a sutileza com a qual ela nos lembra sobre o quão importante é valorizar e respeitar o trabalho alheio.
    Uma ótima semana, Kaila!
    Beijos,
    Bru
    http://www.moderando.com

    1. Que bom que você gostou, Bruna! Ela é tão nova e tem uma profundidade incrível, as palavras dela são bem profundas e causa um turbilhão de sentimentos em quem lê. Uma ótima semana! ❤

  31. Que linda! Não conhecia a Vanessa e nem os textos dela, mas achei a história dela inspiradora. Vejo que ela é o tipo de pessoa que faz o que faz com muita paixão e corre atrás das realizações da vida dela. Entendo o posicionamento dela em relação aos livros de youtubers e concordo em grande parte. Achei lindas as capas dos trabalhos dela e vou procurar saber mais.

    Um beijo!
    Heeey, Maria! | Fanpage

    1. Procure sim, Ray! Você vai amar. ❤

  32. A Vanessa é uma maravilhosa!
    Ela é uma das minhas inspirações para conseguir escrever tanto, sempre que aparece no meu blog ela dá um incentivo e, claro, é sempre tão fofa com todo mundo! Lembro do dia que vi uma pessoa que eu seguia no snapchat compartilhando um quadro dela e fiquei louca para contar pra ela. Foi super atenciosa comigo, ela merece todo sucesso do mundo, sem sombra de dúvidas!

    Adorei a entrevista e conseguir conhecer mais da história dela!

    Beijos,

    http://www.rodoviadezenove.com.br

    1. Realmente, Lolla! Ela é uma boneca, super simpática. Merece todo sucesso e muito mais! ❤

  33. Kaila, foi sem dúvidas uma excelente entrevista.
    Pude perceber a dificuldade que é para embarcar nesse ramo de escritor.
    Mas vale a pena enfrentar as dificuldades.

    http://www.revelandosentimentos.com.br – Lançamento da Arqueiro a escolha do vencedor no Top Comentarista de Setembro. Participe e escolha seu livro!

    1. Sim, vale mesmo. Mas, se é seu sonho tem que correr atrás! ❤

  34. Muito obrigado minha querida 😀

    Não a conhecia mas fiquei super curioso por ler o livro 😀

    NEW TIPS POST | How to get a Bulky Hair.
    InstagramFacebook Oficial PageMiguel Gouveia / Blog Pieces Of Me 😀

  35. Francisco Oliveira says: Responder

    Gostei bastante deste artigo e fiquei a conhecer esta escritora brasileira que é muito interessante.
    Um abraço e boa semana.
    Andarilhar

    1. Fico feliz por você ter gostado! Uma ótima semana. ❤

  36. Nequeren Reis says: Responder

    A Vanessa escreve de mais ela é super real e verdadeira, obrigado pela visita.
    Blog:https://arrasandonobatomvermelho.blogspot.com.br
    Canal:https://www.youtube.com/watch?v=DmO8csZDARM

  37. Que entrevista mais empolgante!! Linda!! Adorei cada palavrinha. Sucesso sempre para a querida Brunt! <3

    Beijocas !
    ♡ Casal Be&Be ♡

    1. Fico feliz por você ter gostado, Be! ❤

  38. Ai, Ka, é tão maravilhoso poder acompanhar cada vírgula que você emite por aqui, sempre alargando trocas evolutivas e alas abertas para visões mais críticas. Que prazer gigantesco que é mergulhar nesses projetos singulares que você destrincha! Fico tão grata pela oportunidade de estar imersa neste seu espaço deleitoso, navegando ainda mais em impulsionamentos para mãos dadas. Foi uma delícia responder cada pergunta e ter essa proximidade maior com alguém de coração tão repleto de abraços. É tanta emoção que pulsa em mim por sentir essa sua energia e os tamanhos carinhos incríveis emitidos em cada um dos comentários. Estou lendo palavra por palavra e a marca que fica é daquelas imensuráveis e sorridentes. Desejo gigantescos alcances para você e todos esses leitores fascinantes. Que as suas bagagens sejam cada vez mais enriquecidas e que permaneça o que contém pontos positivos que supram quaisquer negativos. Muito sucesso sempre e saiba que a gratidão abundante é minha. Obrigada pelas mensagens que guardarei com tanto apreço, suas e de cada um. Deixo o meu enorme (e super apertado) abraço e desejo muita intensidade e reflexão constante, para que você seja mais de si e prossiga elevando essas outras releituras internas em tantos cantos. Lindeza!

    http://www.semquases.com

    1. Fico tão feliz quando leio palavras tão profundas assim, você é uma pessoa incrível, de uma simpatia imensa que merece tudo e muito mais! Fico muito honrada por receber você aqui no meu cantinho, uma pessoa que deixa amor por onde passa, que faz as pessoas se sentirem tão ao lado dela com palavras, parabéns por ser quem você é! ❤

  39. Maravilhoso seu poste muito bom estou adorando visita este blog.

    1. fico feliz por você estar gostando! ❤

  40. Oi Kaila, tudo bem?
    Gostei muito da oportunidade de conhecer a Vanessa Brunt e saber mais sobre seu trabalho. Gostei muito da entrevista. Ainda não conhecia o blog dela, mas agora irei fazer uma visita. Como ela também gosto de colocar em palavras as coisas que me afligem, que gosto, e os sentimentos que nem sempre temos com quem compartilhar.
    Beijokas
    Lia Christo
    http://www.docesletras.com.br

    1. Ah que bom que você gostou Lia, a Vanessa é um amor! Você vai amar o cantinho dela. ❤

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